Enquanto caminhava pela estrada de terra que dá entrada para uma mata, localizada a 800 metros da Unifran, um marceneiro do Parque Universitário não imaginava que se depararia com uma cena chocante. Após sentir um forte odor, ele viu um corpo no solo. Tratava-se do desempregado Adailton da Silva Pádua, de 39 anos. Ele foi encontrado ontem à tarde, de bruços, com uma mão agarrada a um tronco de árvore e em estágio avançado de decomposição. Mesmo que no local e no cadáver não existam indícios de uma morte violenta, as causas ainda serão apuradas pela Polícia Civil.
Segundo o marceneiro, que tem o hábito de usar a mata para fazer suas necessidades fisiológicas, não havia ninguém ao redor do lugar onde Adailton foi visto. “Estava adentrando a mata quando encontrei o homem caído. Foi um susto e voltei depressa para o bairro. De lá, chamei um policial conhecido meu”, disse à reportagem.
Logo que chegaram, o cabo Christiano e o soldado Houch, da Patrulha Rural da Polícia Militar, avistaram Adailton. Perto de seu corpo, estava um maço de cigarros, um celular e uma mochila. Nela, foram encontrados seus documentos, um cabo Ethernet, uma lista telefônica, água, fita-crepe, uma pasta com um currículo e diversos medicamentos. Entre eles, estavam comprimidos de Clonazepan (Rivotril), Fenocris e outros anti-depressivos.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado no 4º Distrito Policial, responsável pela área do Parque Universitário, Adailton estava desaparecido há um tempo e um boletim havia sido registrado por conta de seu sumiço. Após a averiguação policial, os itens foram entregues à mãe, que fez o reconhecimento do cadáver.
Além dos policiais militares, civis estiveram no local. O caso foi registrado como encontro de pessoa e morte suspeita. A perícia foi acionada para apurar os fatos. Um laudo que aponta as causas da morte deverá ser expedido em, no máximo, trinta dias.
O corpo de Adailton foi levado para o IML (Instituto Médico Legal) e liberado para os familiares providenciarem o sepultamento. Os serviços serão da funerária Passense, de Passos (86 km de Franca).
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