Patrocínio despeja indevidamente esgoto no rio Sapucaízinho


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Esgoto sem nenhum tratamento é lançado diretamente no rio Sapucaízinho, em Patrocínio Paulista
Esgoto sem nenhum tratamento é lançado diretamente no rio Sapucaízinho, em Patrocínio Paulista
Moradores da região central de Patrocínio Paulista sofrem com o esgoto que é jogado indevidamente no rio Sapucaízinho. Segundo as reclamações, o problema é antigo e se intensifica, principalmente, nos períodos chuvosos. O mau cheiro causado pelo esgoto, além da proliferação de animais peçonhentos, como ratos, baratas e escorpiões, preocupa a população.
 
O motorista Enildo José da Silva, 30, que mora na rua Cônego Peregrino há dois anos, está preocupado com a situação. “Esse problema é antigo. Já procuramos a Prefeitura e nada foi feito. Tenho dois filhos, um de 8 e outro de 2, eles brincam no quintal e tenho medo de que peguem alguma doença por causa desse esgoto que é jogado no rio. Isso sem falar nos animais peçonhentos que se proliferam aqui por causa dessa situação”, disse.
 
O professor de educação física Rafael dos Reis, 56, que divide sua rotina entre Franca e Patrocínio, onde cuida do tio de 77 anos, também reclama do problema. “O meu tio mora aqui há muitos anos e desde que me lembro essa situação existe e nada é feito. Já procuramos a Prefeitura mais de uma vez, mas nenhuma solução foi dada para o caso”, disse.
 
Na tarde de ontem, o Comércio esteve no local e constatou o problema. Em várias residências, é possível acompanhar o esgoto caindo da tubulação diretamente no rio. Em alguns locais as caixas de esgoto foram fechadas com cimento ou tijolos, mesmo assim, os moradores relatam que em dias de chuvas elas se transformam em “chafarizes” e jorram água para todos os lados.
 
Em alguns casos, como na casa da balconista Maria Helena dos Reis Flores, 40, a água do esgoto chega a invadir a sala. “Antes a caixa de esgoto enchia nos dias de chuvas e jorrava, inundando o meu quintal. O pessoal da Prefeitura veio e lacrou a caixa, mas o problema acabou sendo ‘transferido’ para dentro da minha casa. É só chover que a água jorra do chão, na sala”, disse.
 
Promessa
O diretor de Obras da cidade, Wilson César de Moraes, disse que está ciente do problema e que ele existe há muitos anos. De acordo com o engenheiro, a falta de planejamento de administrações anteriores, que autorizaram loteamentos sem as diretrizes corretas, culminou na situação atual. 
 
“Acompanhamos os pontos mais críticos e estamos em busca de uma solução para o problema. Está em processo de planejamento uma licitação de materiais para a obra de uma interligação, que diminuirá o fluxo desse local. Serão interligados 150 metros. Assim, esse esgoto cairá direto na estação de tratamento de esgoto da cidade, no Distrito Industrial”, disse.
 
Ainda segundo o diretor, o prazo máximo para a solução do problema é o final do ano. Deve ser investido cerca de R$ 15 mil em asfalto, tubulação e mão de obra.

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