Cadeirante que precisou se arrastar em embarque será indenizada


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Katya Hemelrijk da Silva  em postagem publicada na rede social
Katya Hemelrijk da Silva em postagem publicada na rede social

Katya Hemelrijk da Silva tem uma doença conhecida por "ossos de vidro" e já teve mais de 200 fraturas no decorrer da vida. No final de 2014 ela, que é cadeirante, comprou uma passagem aérea para ir de Foz do Iguaçu até São Paulo. No momento do embarque, não havia stair trac ou ambulift. Os dois equipamentos são elevadores com a função de auxiliar o passageiro a entrar na aeronave, nos casos em que ele seja cadeirante ou esteja com a locomoção comprometida. 

Com receio de que ao ser carregada algum funcionário provocasse uma nova fratura, Katya subiu as escadas que levavam ao interior do avião arrastando-se. A coordenadora de comunicação postou em seu Facebook uma foto em que aparece sentada nas escadas. O texto que acompanhou a imagem explicava o ocorrido e muitas pessoas manifestaram indignação com o fato. De acordo com a passageira, a postagem não tinha a intenção de gerar um processo indenizatório, era apenas uma forma de alertar para a necessidade de uma melhor estrutura que atenda os usuários do transporte aéreo.

A Gol se pronunciou sobre o fato dizendo que tomou providências para que o mesmo não ocorra novamente. A Infraero, que comprou 15 ambulifts, afirma que segundo a Resolução n° 280/2013 da Anac, “os procedimentos de embarque e desembarque eram de responsabilidade das empresas aéreas, podendo a Infraero oferecer suporte de infraestrutura quando necessário”.

A indenização pode chegar a R$ 230 mil, sendo que a Gol pode ser multada em até R$ 150 mil por seis autos de infração, enquanto que a Infraero pode pagar R$ 80 mil à passageira, em decorrência de cinco infrações.
 

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