Exportações encolhem US$ 6 mi no 1º semestre


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Linha de produção de fábrica de calçados de Franca: o crescimento nas exportações de calçado na cidade foi de 1,35 mi de pares em 2014 para 1,48 mi em 2015
Linha de produção de fábrica de calçados de Franca: o crescimento nas exportações de calçado na cidade foi de 1,35 mi de pares em 2014 para 1,48 mi em 2015
As exportações caíram 7,69% em Franca nos primeiros cinco meses do ano, de acordo com os dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Essa queda representa menos US$ 6 milhões injetados na economia da cidade, na comparação com o ano passado. 
 
A exportação de couro nesse período caiu 30%, o que representa quase US$ 10 milhões a menos. Já em relação ao café, a queda de 11% representa cerca de US$ 1 milhão a menos. Em contrapartida, as exportações de acessórios, produtos de beleza, móveis e vestuário, além de calçados apresentaram um crescimento, porém, os números não foram suficientes para reverter a balança comercial. 
 
O agente de exportação Cassiano Pimentel, que trabalha com a exportação de calçados, disse que atualmente o mercado está passando por sérias dificuldades. “Eu percebi uma queda significativa nas exportações nos primeiros meses deste ano. Existe uma retração também muito forte em todo o mundo, não é somente aqui no Brasil”, disse. 
 
Segundo Pimentel, houve uma pequena melhora nas exportações para o EUA. Esse crescimento, porém, não foi suficiente para compensar a queda nas vendas para os países do Oriente Médio. “Eu tenho compradores que nessa época, no ano passado, já haviam realizado mais de uma compra e nesse ano ainda não realizaram nenhuma”, disse. 
 
De acordo com José Fernando Bello, presidente executivo do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), as exportações de couros e peles do Brasil estão menores em 14,2% de janeiro a maio de 2015 comparado ao mesmo período de 2014. “Apesar desta queda, o Brasil continua sendo um dos principais protagonistas do setor no mundo, permanecendo como terceiro maior exportador, com uma participação em torno de 7,5%. A demanda mundial está mais reduzida neste momento, impactando nas vendas de todos os países exportadores do setor”, disse.
 
Segundo Maurício Miarelli, presidente da Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas (Cocapec) de Franca, as exportações de café sofreram queda apenas no volume, sendo que no faturamento houve um crescimento de 8%. “Nossos números, na verdade, apresentam um crescimento no faturamento no período e uma queda no volume de café exportado, que chegou a 23%. Essa queda foi causada pela safra do ano passado, que quebrou devido à seca”, disse.
 
Contramão
Segundo José Carlos Brigagão do Couto, presidente do Sindicato da Indústria de Calçados de Franca (Sindifranca), o crescimento nas exportações de calçado na cidade, que pulou de 1,35 milhão de pares em 2014 para 1,48 milhão em 2015, é resultado de ações inteligentes dos francanos. 
 
“O crescimento se deve à qualidade superior dos calçados produzidos na cidade. Essa qualidade aumenta o valor agregado do produto, que tem se tornado cada vez mais exclusivo, com o passar dos anos”, disse.

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