Cerca de 10,2 mil pessoas concorrerão a um total de 318 apartamentos dos empreendimentos Copacabana II e III construídos pelo programa Minha Casa, Minha Vida, em julho. As moradias ficam no bairro Bonsucesso, na zona Oeste da cidade.
Após adiamento, a Prefeitura de Franca definiu as datas de distribuição de senhas e o sorteio das unidades habitacionais do programa do Governo Federal, que também conta com a parceria do Casa Paulista, do Governo Estadual. Os procedimentos seriam realizados neste mês, mas a Prefeitura alegou que a greve dos servidores municipais atrasou os trâmites necessários como retirada de relatórios e emissão de senhas.
Entre os dias 13 e 17 de julho haverá a distribuição das senhas para as famílias que se inscreveram na Central de Habitação. Já o sorteio está previsto para o dia 26 de julho. As informações são da Prefeitura.
As senhas serão entregues no Ginásio “Demétrio Soares”, no Colégio Champagnat, e distribuídas por ordem alfabética. Cartas estão sendo enviadas para os cadastrados na Central de Habitação, informando a data e horário em que os candidatos deverão comparecer ao Champagnat para retirar seus números e poder participar do sorteio.
Etapas
Após essa fase, haverá o sorteio dos 318 apartamentos no dia 26 de julho, no Estádio “Lanchão”. Os portões serão abertos às 6 horas e o sorteio deve começar às 11 horas.
A entrega do empreendimento, inicialmente prevista para o final deste ano, ficará para o primeiro trimestre de 2016, de acordo com a secretária de Ação Social, Gislaine Peres.
Os imóveis são destinados para famílias com renda de até R$ 1,6 mil, os contemplados pagarão prestações máximas de R$ 80, por meio de financiamento com a Caixa Econômica Federal.
Depois do sorteio haverá outras etapas, como a avaliação dos critérios exigidos pela Caixa por meio do SITAH (Sistema de Tratamento de Arquivos Habitacionais). Os contemplados não podem superar o limite de renda e não devem possuir imóvel em seus nomes.
Andamento
Não foi informado sobre o andamento do Copacabana I, que conta com 88 apartamentos. As obras do conjunto habitacional foram embargadas em março por apresentar diversas irregularidades nas condições de trabalho dos funcionários responsáveis pela construção. No mês seguinte, as obras começaram a ser liberadas.
A construtora Iso, empresa de São Paulo que assumiu a construção das unidades habitacionais, foi notificada pelo Ministério do Trabalho por manter um alojamento com estrutura precária e não preservar a segurança dos empregados.
Além disso, no começo de junho cerca de 100 trabalhadores do conjunto paralisaram os serviços por falta de pagamento. O trabalho foi retomado oito dias depois, quando a construtora começou a pagar os salários atrasados. A construtora culpou o Governo Federal pelo atraso.
A reportagem questionou a Prefeitura sobre a influência destes problemas no andamento das moradias, mas a administração não quis comentar o assunto. Em uma ocasião anterior, a Prefeitura afirmou que era responsável apenas pela infraestrutura externa dos conjuntos habitacionais.
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