Motorista de Cristiano Araújo admitiu estar em alta velocidade


| Tempo de leitura: 2 min
Caminhonete ficou destruída após acidente
Caminhonete ficou destruída após acidente

Segundo informações da Polícia Civil, o motorista Ronaldo Miranda, que conduzia o carro no momento do acidente que matou o cantor Cristiano Araújo e sua namorada, Allana Moares, admitiu que seguia em velocidade superior a máxima permitida no trecho -  que é de 110km/h - da BR-153 que aconteceu o capotamento. O delegado Fabiano Henrique Jacomelis, responsável pelo caso, também disse que ele afirmou ter perdido o controle do carro depois que um dos pneus estourou.

“Ele disse que estava correndo um pouco, mas não soube precisar exatamente qual era a velocidade no momento do acidente, já que o carro era muito potente e ele não percebeu o excesso. Ele também informou que ouviu um barulho de pneu furado e, em seguida, perdeu o controle”, disse Jacomelis ao G1. O motorista prestou depoimento no último domingo.

Ronaldo foi submetido a um teste de bafômetro, que deu negativo, e negou que estivesse usando um telefone celular ou que tivesse dormido. Ele também confirmou que as rodas do veículo não eram originais. “Ele disse que foi um amigo em comum dele e do Cristiano quem cedeu essas rodas, que eram de outra Range Rover. Os pneus eram novos, mas já tinham sido reparados antes. Ele não soube detalhar quando houve a troca”, disse o delegado.

O físico Reges Guimarães, a pedido do G1, fez uma análise da velocidade média do carro com base em horários marcados nas imagens de uma câmera de segurança. O acidente aconteceu 21 minutos depois de o grupo parar em um posto de combustíveis a cerca de 57km do local do capotamento. “Ele fez uma velocidade média de 162 km/h”, atestou o físico.

Jacomelis afirmou que será feita uma análise da troca das rodas, para verificar se o fato aliado à alta velocidade foi determinante para as causas do acidente. “Ainda vamos ouvir o Victor Leonardo, que estava no veículo, pois ele é uma peça-chave. Também aguardamos os resultados dos laudos periciais para esclarecer, de fato, o que aconteceu”.

Caso fique comprovado que o motorista agiu com imprudência ou imperícia, Ronaldo Miranda pode responder por homicídio culposo na direção de veículo automotor, com pena prevista de dois a quatro anos de prisão.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários