Atropelamentos passam dos 55 e deixam rastro de mortes em Franca


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Acidente na rodovia Cândido Portinari, em janeiro deste ano, terminou com a morte de Gabriel Júnior, de apenas 11 anos
Acidente na rodovia Cândido Portinari, em janeiro deste ano, terminou com a morte de Gabriel Júnior, de apenas 11 anos
Os atropelamentos nas ruas de Franca preocupam. Só nos últimos 45 dias, quatro pessoas morreram atingidas por algum tipo de veículo. Segundo os dados da Secretaria Municipal de Segurança, em 2015, foram registrados 58 atropelamentos, uma média de um a cada três dias. Ao todo, são seis mortos.
 
O caso mais recente aconteceu na noite da última quinta-feira. A professora Maria da Graça Ribeiro Meireles, de 61 anos, foi atropelada na garagem de sua residência, na Vila Champagnat. Ela desceu do carro para abrir o portão de casa e, provavelmente não puxou o freio de mão. O carro acabou se deslocando e atingindo Maria que ficou prensada embaixo do veículo. Ela foi socorrida com vida e estava consciente, mas acabou morrendo antes de chegar ao hospital. 
 
Como Maria, a maior parte das vítimas fatais de atropelamentos tem mais de 50 anos. Das seis mortes registradas neste ano, em apenas um caso, a vítima era criança. Foi o garoto Gabriel Júnior Pereira de Paula, de 11 anos. Ele foi atropelado na rodovia Cândido Portinari, próximo ao Pontilhão da Vila São Sebastião, quando invadiu a pista para correr atrás de uma pipa.
 
Para o secretário municipal de Segurança, Sérgio Buranelli, o número de casos de atropelamento é alto. “O que mais nos deixa preocupados é o fato de esse tipo de acidente quase sempre deixar sequelas graves. Os atropelamentos envolvem o choque entre um veículo e o corpo da pessoa, o que costuma provocar ferimentos graves e, em alguns casos, a morte”. 
 
Segundo o secretário, o fato de a maior parte das vítimas ter mais de 50 anos está ligado ao peso que a idade traz. “Conforme envelhecemos, perdemos um pouco dos nossos reflexos. Quanto mais velhos ficamos, mais dificuldades encontramos em nos locomover, em manter nossa atenção focada. Então, muitas vezes, o pedestre mais idoso é mais lento ao atravessar uma via e, como os motoristas não respeitam a velocidade, os acidentes acontecem”. 
 
Atenção
Para Buranelli, tanto os pedestres quanto os motoristas são culpados pelo alto índice de atropelamentos. “Há desrespeitos às normas de trânsito dos dois lados. São pedestres que atravessam fora da faixa, ignoram as passarelas na rodovia ou ainda insistem em andar pelo meio da rua em vez de usar as calçadas. Por outro lado, também existem motoristas que avançam o sinal vermelho, não respeitam a sinalização de “Pare” e abusam da velocidade.”
 
Pelos estudos feitos pela Divisão de Trânsito, a grande maioria dos acidentes de atropelamento poderia ter sido evitada se houvesse mais respeito às leis. “As pessoas precisam se conscientizar que, às vezes, uma ação que parece não ter consequência pode custar uma vida. No trânsito é preciso mais que atenção.”
 
Prevenção
Para tentar diminuir os casos de atropelamentos envolvendo idosos, a Secretaria de Segurança prepara uma campanha de orientação especialmente voltada para este público. Segundo Buranelli, estão sendo feitos contatos com os Centros de Convivência do Idoso e com o Conselho da Terceira Idade para definir a melhor maneira de orientar a população a respeito.
 
A ideia é realizar palestras dando dicas de como evitar os acidentes. A campanha deve começar no próximo semestre. 
 

Mortes no trânsito
 
08 de janeiro
O garoto Gabriel Júnior Pereira de Paula, de 11 anos, morreu vítima de atropelamento na noite do dia 8 de janeiro. Ele invadiu a pista da rodovia Cândido Portinari, próximo ao Pontilhão da Vila São Sebastião, e acabou atingido por um carro que não conseguiu frear. Segundo testemunhas, o menino estaria correndo atrás de uma pipa. 
 
08 de março
A babá Ana Maria Dias, de 56 anos, morreu ao ser atropelada na avenida Euclides Vieira Coelho, no Parque Mundo Novo. Ela estava a bordo de uma moto seguindo para a casa da filha quando foram colhidas por um carro. Após a queda, a babá acabou sendo atropelada. Ela foi socorrida, mas morreu na Santa Casa de Franca. 
 
07 de maio
A aposentada Rosária Francisca de Oliveira, de 68 anos, morreu ao ser atropelada por um ônibus no cruzamento da avenida Presidente Vargas com a rua Afonso Pena, no Cidade Nova. Ela voltava a pé para casa após fazer compras em um supermercado, não resistiu aos ferimentos e morreu na Santa Casa. Segundo a polícia, o motorista teria avançado o sinal vermelho.
 
27 de maio 
O motorista Donizete de Oliveira, de 52 anos, morreu após ser atropelado por um caminhão no km 404 da rodovia Cândido Portinari, próximo ao pontilhão do Parque do Horto. Testemunhas que presenciaram a cena relataram à Polícia Militar que um caminhão não teria conseguido desviar do homem, que andava no meio da rodovia, segundo a PM, ele estaria embriagado.
 
15 de junho
O aposentado Versino Pedro de Faria, de 82 anos, morreu depois de ser atropelado por uma moto, quando atravessava a avenida Santa Cruz, na noite de domingo. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local do acidente. Imagens feitas pelas câmeras de segurança de uma loja da via mostram ele caminhando pela rua e depois atingido pela motocicleta.
 
18 de junho
Maria da Graça Ribeiro Meireles, de 61 anos, morreu depois de ser atropelada pelo próprio veículo em sua casa, na Vila Champagnat. Ela parou o carro em frente à garagem e desceu para abrir o portão. Como não puxou o freio de mão, o carro se deslocou e atingiu Maria, que ficou prensada embaixo dele. Ela chegou a ser socorrida, mas morreu indo para o hospital.

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