A Câmara precisa assumir o seu papel


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Os poderes executivo, legislativo e judiciário são harmônicos e independentes, cada qual com sua finalidade. Muitos acham que o executivo, formado em nível municipal pelo prefeito e assessores, é superior aos demais, o que não condiz com a verdade. Ele executa, mas depende em muitas ações de autorização do legislativo, que deve criar novas leis e fiscalizar os atos do executivo. O mesmo acontece no governo dos estados e na União. Mas, o que temos notado é que a Câmara Municipal de Franca, em quase sua totalidade, vem apenas referendando as decisões do prefeito, deixando de ser o defensor da população. Ainda recentemente, na greve dos servidores, a Câmara acabou virando alvo de protestos dos grevistas por não assumir uma posição firme com o executivo, permanecendo na defensiva, sem nenhuma reação. E assim, em muitas outras polêmicas decisões do prefeito. As reclamações da população, geralmente pelos meios de comunicação, não têm nenhuma resposta, nem do prefeito e nem dos vereadores, que deveriam ficar ligados e exigir do chefe do executivo e seus secretários uma providência imediata, como aliás, Alexandre Ferreira fazia quando estava na Secretaria de Saúde. A Câmara devia seguir o exemplo do Congresso Nacional, que bem ou mal tem sido uma pedra no sapato da presidente Dilma, recusando medidas provisórias, ou seguindo o apelo popular, como agora na questão da redução da maioridade penal, contrariando o governo. A Câmara Municipal precisa, portanto, assumir o seu papel, sob pena de quase nenhum de seus integrantes conseguir se reeleger. O povo não se esquece.

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