Diga-me com quem andas...


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O prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) tem marcado a história político-administrativa de Franca da forma mais negativa possível. Não satisfeito com suas decisões equivocadas e atrapalhadas, ele prefere ignorar a Justiça e bate o pé pela manutenção do secretário de Planejamento, Nicola Rossano, acusado de envolvimento no esquema de desvio de recursos e materiais da construção de quatro creches em Franca. Por isso, o assessor, homem de confiança do prefeito (que também é réu no mesmo processo, que investiga um desvio de R$ 500 milhões), teve os seus bens bloqueados por determinação da Justiça, uma vez que existem sérios indícios de fraude cometida por ele e outros funcionários da administração municipal.
 
Ou seja: Alexandre acredita-se acima do bem e do mal, o que estende aos seus auxiliares mais próximos. Ele, que atraiu para si a maioria dos vereadores da Câmara Municipal, tem como líder Luiz Vergara (PSB), afastado de sua cadeira por sessenta dias, depois de ter sido filmado agredindo um contribuinte — e eleitor — francano com um tapa na cara. O posto hoje é ocupado por Laercinho (PP), que foi filmado oferecendo vantagens (vaca, dinheiro e mudas de eucalipto da Prefeitura) para permitir que a propriedade de um produtor da região do Paiolzinho fosse invadida para a ampliação de uma estrada vicinal. Em ambos os casos, não houve uma punição mais efetiva (o processo de Laercinho foi arquivado pela Comissão de Ética da Câmara) por causa do corporativismo que domina o legislativo local.
 
Há dois anos, o prefeito tentou manter o secretário Wilson Teixeira, condenado por improbidade administrativa. Só capitulou quando a Justiça lhe cobrou explicações, já que também poderia ser condenado por não acatar uma decisão judicial e por ignorar a lei municipal que aplica os critérios da Lei da Ficha Limpa a todas as nomeações para cargos públicos de confiança. Como se pode ver, além de tomar decisões intempestivas e comandar autoritariamente os destinos do município, Alexandre se cerca de auxiliares que contribuem para transformá-lo no pior prefeito na história do município.
 
Mas o chefe do Executivo francano prefere, antes de buscar a redenção com uma equipe competente e politicamente correta, investir milhões de reais do contribuinte francano numa publicidade maciça tentando exaltar a sua administração. Continua usando óculos cor de rosa, vivendo numa realidade paralela onde a saúde pública funciona corretamente, sem o registro de quase uma dezena de mortes e com médicos e atendentes em número suficiente para não deixar qualquer paciente na fila; onde o servidor público está satisfeito com os seus vencimentos e benefícios; e onde ele pode andar tranquilamente pelas ruas da cidade, recebido nos braços do povo. Porém, a realidade é bem outra. Só ele teima em não ver que, além de sua incapacidade administrativa, alguns dos auxiliares e conselheiros mais próximos deveriam estar longe do Paço Municipal. Mas o francano vê e já prepara a sua resposta nas urnas, no ano que vem.
 
 
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