Protesto contra aumento da tarifa de ônibus fecha terminal e ruas do Centro


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Grupo de manifestantes na avenida Hélio Palermo, próximo à Major Nicácio. Mesmo em poucos, conseguiram parar o trânsito nos dois sentidos da via na noite de ontem
Grupo de manifestantes na avenida Hélio Palermo, próximo à Major Nicácio. Mesmo em poucos, conseguiram parar o trânsito nos dois sentidos da via na noite de ontem
O primeiro dia da nova tarifa de ônibus em Franca foi marcado por um protesto que fechou o Terminal “Ayrton Senna” e ruas e avenidas do Centro da cidade. A manifestação foi agendada por meio das redes sociais e reuniu cerca de 80 participantes, na sua grande maioria estudantes universitários. 
 
O protesto começou na praça Nossa Senhora da Conceição, onde o grupo pintou cartazes e faixas contra o aumento da tarifa de R$ 3,10 para R$ 3,50 e contra o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB). Por volta das 18h40, começou uma passeata. Ao som de gritos como “Mãos ao alto, essa tarifa é um assalto” e “Se a tarifa não baixar, a cidade vai parar”, os participantes caminharam até o terminal de ônibus.
 
Como estratégia para evitar depredações, a São José suspendeu a circulação dos coletivos durante o protesto. No terminal, o grupo permaneceu por cerca de 10 minutos e fez discursos explicando para os usuários os motivos da manifestação e pedindo apoio. Três carros da Polícia Militar acompanharam tudo sem interferir. 
 
Em seguida, o grupo decidiu impedir o trânsito de duas das mais importantes avenidas da cidade: a Hélio Palermo e a Major Nicácio. Descendo pela rua General Osório, chegaram à Hélio Palermo, onde impediram a passagem de veículos em uma das pistas.
 
Lá, se sentaram no chão e novamente fizeram discursos contra o aumento da tarifa e pediram sua revogação. “Nossa reivindicação é clara. Queremos que o prefeito reveja o valor do reajuste concedido à Empresa São José. É um absurdo Franca ter uma passagem do mesmo valor que São Paulo”, disse Thiago Peres Rodrigues, de 24 anos, um dos organizadores da manifestação. 
 
Os estudantes também fizeram um abaixo-assinado pedindo que os vereadores investiguem os contratos assinados pela Prefeitura com a Empresa São José.
 
Na Hélio Palermo, eles seguiram até o cruzamento com a Major Nicácio. Por conta da interdição no tráfego de veículo, uma fila de carros e motos se formou atrás dos manifestantes. A maior parte não reclamou. “Eles estão certos. Temos que protestar mesmo, quando não concordamos com algo que os governos fazem. Se todo cidadão fizesse isso, teríamos outro país”, disse Paulo Alves, um dos motoristas que esperavam a manifestação. 
 
Na Major Nicácio, os manifestantes seguiram até a frente da Padaria Estrela, onde depois de fecharem o trânsito no cruzamento com a avenida Presidente Vargas, encerraram o protesto. “Estamos satisfeitos. Conseguimos chamar a atenção da população para esse abuso cometido pelo prefeito Alexandre Ferreira sem destruição e sem violência”, avaliou Thiago Peres. 
 
Para os próximos dias, o grupo pretende organizar novos protestos. “Não vamos parar até que o prefeito resolva atender nossa reivindicação de revogar o aumento. Semana que vem faremos novas manifestações pela cidade e esperamos mobilizar o dobro de pessoas.”

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