Vaticano investiga bispo de S.J. do Rio Preto por desvio de verbas


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Dom Tomé Ferreira da Silva
Dom Tomé Ferreira da Silva

O Vaticano instaurou sindicância para apurar denúncias envolvendo o bispo de São José do Rio Preto, d. Tomé Ferreira da Silva. O religioso teria sacado dinheiro da conta da diocese e dado ao seu motorista, com quem ele manteria um relacionamento amoroso.

A “quantia exorbitante” teria sido dada ao motorista para ele deixasse o cargo e saísse da cidade antes que o relacionamento fosse descoberto. D. Tomé também é acusado de perseguir padres e não apurar denúncias de que sacerdotes estariam usando o dinheiro da igreja, sendo omisso. O bispo nega as acusações e assegurou ao Colégio de Consultores da Diocese e a representante do Conselho dos Presbíteros de que as denúncias não passam de boatos. O suposto namorado teria sido contratado em março de 2013, quando D. Tomé chegou à cidade.

O pedido de investigação foi feito à Nunciatura Apostólica em Brasília pelo próprio Papa Francisco. O cardeal-arcebispo de São Paulo, d. Odílio Scherer é o encarregado de presidir as investigações e já esteve em Rio Preto para uma visita surpresa. Na ocasião ele ouviu d. Tomé, o ex-motorista, o gerente da conta bancária da diocese, padres do Colégio de Consultores e sacerdotes que fizeram denúncias.

A assessoria de d. Odílio informou em nota que ele não comentaria o caso, e confirmou uma visita “fraterna e privada” a d. Tomé, e “na ocasião também conversou com outras pessoas sobre a diocese.”

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