Na tarde da última quarta-feira, 24, foi impetrado na Justiça Federal do Rio Grande do Sul um habeas corpus preventivo, que tem como objetivo impedir a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Operação Lava Jato, da Polícia Federal, caso o juiz Sérgio Moro tome alguma decisão nesse sentido – o instrumento se refere a um possível pedido de prisão preventiva.
O habeas corpus é assinado por Maurício Ramos Thomaz, de Campinas. Ele se apresenta como consultor e justifica o pedido dizendo que uma possível prisão de Lula já teria sido noticiada pela imprensa. O Instituto Lula nega que o ex-presidente esteja por trás do pedido, e a assessoria dele encara o fato como o de “alguém preocupado com o ex-presidente” ou uma “provocação”. “O Instituto Lula estranha que sua divulgação parta do senador Ronaldo Caiado (DEM-GO)”, disse a instituição ao jornal Folha de S. Paulo. O senador divulgou a notícia em seu Twitter nesta quinta-feira (25), dizendo que Lula entrou com o pedido por medo de ser preso. “O ex-presidente não é investigado na Lava Jato”, finaliza o Instituto.
Segundo a Folha, Lula tem dito a aliados que ele é o próximo alvo da Lava Jato, considerando a prisão dos presidentes da Odebrecht e da Andrade Gutierrez, e estaria preocupado com o fato de não desfrutar mais de foro privilegiado, podendo ser chamado para depor a qualquer momento. O político estaria insatisfeito com o fato de que a investigação é conduzida pelo juiz Sérgio Moro.
A tensão entre os petistas estaria grande. Circula no meio empresarial e político desde 2014 a informação de que se Marcelo Odebrecht fosse preso, ele não “cairia” sozinho. A empresa nega as ameaças mas elas são vistas como um recado direto ao PT, levando-se em conta a proximidade entre Odebrecht e Lula – a empresa teria, inclusive, patrocinado viagens do ex-presidente.
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