Crianças de futuro


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Parte dos alunos da Academia
Parte dos alunos da Academia
A ONG Academia de Artes, mantida pelo GCN e seus colaboradores, vem mudando a realidade de crianças e adultos por meio do conhecimento e da arte desde 1996. A entidade surgiu pela iniciativa de  amigos liderados pelo professor Luiz Cruz, que buscavam desenvolver um trabalho social, sendo inicialmente chamado de Grupo Veredas. Em 2006, passou a ser integralmente administrada pelo GCN, com apoio de seus funcionários. Pouco depois, por meio de concurso entre os alunos, foi escolhido o nome que figura hoje: Academia de Artes.
 
Atualmente, a ONG atende 550 alunos que frequentam diversas atividades, na sede que fica no Recanto Elimar. “Os atendidos vêm aqui em busca de sanar alguma dificuldade escolar ou tendo em vista crescimento cultural, educacional e desenvolvimento físico. Oferecemos 28 oficinas na área de reforço escolar, música, esporte e arte”, disse a coordenadora pedagógica, Sandra Machiavelli do Carmo.
 
Entre os 25 cursos e oficinas oferecidos pela ONG, os mais disputados são português, música, balé e  lutas marciais. “São opções que provavelmente as famílias não poderiam oferecer para seus filhos por limitação econômica”, disse Sandra. “Os pais ficam satisfeitos. Confiam no nosso trabalho e podem ver os ganhos dos filhos em múltiplas atividades”,  disse ela.
 
Ela destaca também a  importância dos 17 voluntários que doam tempo, atenção e carinho ao projeto. Além de coordenadora, Sandra dá aulas de reforço de matemática há três anos. “Não consigo abandonar a área da educação, gosto de interagir com as crianças e com as famílias, foi esse dom que Deus me deu”, disse Sandra, que assumiu as funções depois de se aposentar como professora da rede pública. 
 
A Academia de Artes também oferece oportunidades para adultos por meio de cursos de informática e oficinas profissionalizantes. “Poder ajudar a pessoa a fazer diferença na comunidade onde ela vive, me deixa muito feliz.  É uma troca de experiências, pois temos uma relação de confiança”, disse a coordenadora.
 
Nesses anos sob a gestão do GCN, a Academia cresceu estruturalmente e também em sua influência, atingindo outros bairros. A auxiliar de coordenação da ONG, Ilda Xavier Bielli, está na instituição desde 2006 e acompanha essa evolução.   Ao longo desse tempo, Ilda  também presencia a luta de muitos alunos para realizarem seus sonhos. “E o papel da Academia é importante na história de conquista deles”, disse ela, lembrando uma das muitas histórias que lhe marcaram. “O aluno Josiel Firmínio, que aprendeu espanhol na ONG, formou-se como professor de línguas e retornou para dar aula na Academia de Artes. Onde ele aprendeu de graça, ele voltou para ensinar sem cobrar nada também”, disse Ilda.
 
Outra história que ela destaca é a do aluno Leonardo da Silva. “Ele sempre dizia que queria ser químico e está estudando para isso. Está fazendo curso técnico, é aprendiz no Fórum e foi o primeiro colocado no processo seletivo do Primeira Chance”, disse Ilda, com orgulho.
 
Ambiente alegre
A alegria das crianças atendidas pela Academia de Artes é a maior prova do sucesso da ONG nesses anos. Ao entrar na sede da entidade, é possível ouvir as crianças nas salas de aula, empolgadas, dando respostas ou tirando dúvidas com os professores. O estudante Matheus da Silva Andrade, 11, participava de uma aula de matemática no dia 18 de junho. “Faço português, matemática, violão e judô. Estou gostando de tudo e acho muito legal quando venho aqui por causa dos amigos que conheci também”, disse o menino que está há cinco anos na entidade.
 
A biblioteca, com cerca de oito mil livros catalogados, é outro ambiente importante para a formação dos alunos. O local sempre está cheio de crianças. Nátaly Soares, 9, lia concentrada um livrinho chamado  A galinha preta. “Entre os cursos, o que eu mais gosto é o judô, depois quero fazer outros”, disse.

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