Nova Cuba


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É surpreendente como alguns governos populistas e demagógicos conseguem fazer sucesso junto a uma parte expressiva da população que comandam, mesmo em países considerados politizados. 
 
A vizinha Venezuela é um exemplo. Hoje, o país é comandada por Nicolás Maduro, um governante populista que herdou o espólio político do falecido Hugo Chávez, embora sem possuir o  mesmo ‘carisma’ de seu antecessor.
 
Aquele país, durante vários anos ostentou uma economia estável, com padrão de vida bastante aceitável da população e nível de emprego satisfatório. Atualmente, com a abrupta queda nos preços internacionais do petróleo, vem enfrentando uma grave crise econômica, com altas taxas de desemprego, inflação galopante e escassez de produtos básicos, como gêneros alimentícios e produtos de higiene. Ali nada é produzido, tudo tem que ser importado.
 
Não obstante esse quadro econômico e social, o discurso antiquado e desgastado de Maduro, surpreendentemente ainda encontra eco junto à vários setores da população, não obstante as vicissitudes enfrentadas pelo povo.
 
Recentemente alguns senadores oposicionistas do Brasil foram hostilizados na Venezuela por partidários de Maduro apenas porque eles pretendiam se inteirar das condições oferecidas aos presos políticos, alguns encarcerados apenas por serem  oposição ao governo local.
 
Desagradável também é saber que o governo brasileiro mostra-se simpático aos devaneios de Maduro, que, ao que parece, pretende uma nova Cuba, agora na América do Sul. E observem o paradoxo deste tempo:  Cuba está se abrindo para o mundo, inclusive para os Estados Unidos, seu inimigo histórico.
 
Temos que orar pelos irmãos venezuelanos e também pelo povo brasileiro. Infelizmente os fatos históricos, às vezes, tendem a se repetir quando não nos dispomos, ou não queremos  aprender com eles.
 
Setímio Salerno Miguel
Advogado empresarial e professor da Faculdade de Direito de Franca
 

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