A partir de hoje, a tarifa dos ônibus da São José subirá de R$ 3,10 para R$ 3,50, colocando Franca entre as cidades que possuem o transporte coletivo mais caro do país. O valor é maior que em todas as capitais, com exceção de São Paulo, que cobra o mesmo valor no passe comum. O preço chega a superar grandes cidades como o Rio de Janeiro, onde a tarifa é R$ 3,40, e Salvador, onde se paga R$ 3 para andar de ônibus.
Em cidades do interior do Estado, a tarifa também é mais barata. Em Ribeirão Preto, a passagem custa R$ 3. Em São Carlos, o custo é de R$ 2,65; em Jundiaí, R$ 3,40; e em Araraquara, R$ 3,20.
O aumento, autorizado pelo prefeito Alexandre Ferreira (PSDB), afetará cerca de 70 mil pessoas que usam o transporte coletivo todos os dias na cidade. Para tentar justificar esse novo aumento, Alexandre culpou também o Governo Federal e a gratuidade. “É impossível a gente não fazer esse aumento. Até porque, o diesel aumentou 15%, o custo de pneus e dos funcionários também. Então, é impossível não fazer esse aumento na medida em que o Governo Federal deixa a inflação correr”, afirmou o prefeito em entrevista à rádio Difusora.
Para ele, o direito da gratuidade que abrange pessoas idosas e deficientes sobrecarrega o orçamento do transporte coletivo. “O cidadão francano tem que fazer uma conta simples: quando estiver andando de ônibus, se contar 10 pessoas, quatro delas estão andando de graça. Isso faz quem paga pagar mais para manter inclusive os outros que andam sem pagar nada”, disse o prefeito.
Protestos
Muitos francanos consideram o aumento abusivo e incompatível com o custo de vida e com a qualidade do transporte público na cidade. Durante a semana, dois eventos contra o aumento da tarifa foram organizados pelas redes sociais, mas depois foram unificados no “Grande ato contra o aumento da tarifa em Franca”. O protesto está marcado para as 18 horas no Terminal “Ayrton Senna”, no Centro. Haverá uma concentração na praça da Catedral às 17 horas, para confecção de cartazes.
Na tarde de ontem, 1,4 mil pessoas haviam confirmado presença nas mobilizações. Os francanos discutiam o que seria feito no protesto, alguns sugeriram ficar o dia todo sem andar de ônibus, outros, impedirem os veículos de saírem do terminal.
Na descrição do evento, os organizadores comparavam a tarifa de Franca com as de outras cidades e criticavam o sucateamento dos ônibus. Em uma das postagens, havia fotos de poltronas quebradas e de goteiras dentro dos coletivos da São José.
Alunos da Unesp também organizaram na rede social um evento de apoio chamado “Caravana Unespiana até o ato contra o aumento”, que propõe uma concentração no campus às 16h30, para depois seguir para a manifestação.
O último reajuste aconteceu em julho do ano passado: de R$ 2,80 a passagem subiu para R$ 3,10. Na ocasião, o reajuste tarifário também gerou pelo menos três protestos nas ruas da cidade.

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