Infestações de insetos, ratos e animais peçonhentos; mau cheiro e poluição ambiental são apenas algumas das reclamações listadas por diversos munícipes que procuram pelo Comércio, de forma recorrente, a fim de relatar o descarte irregular de lixo em terrenos baldios e antigos Ecopontos da cidade.
Em visita a bairros que recentemente foram alvos de reclamação - como o Líbano, Paulistano II, Jardim Pinheiro II e Tropical -, a reportagem constatou que o cenário de imundície continua o mesmo, embora a limpeza por parte da Vigilância Ambiental seja constatada por moradores vizinhos.
“A limpeza é feita com certa frequência, mas logo as pessoas sujam novamente. Encontrei até animal morto em meio ao lixo”, disse a dona de casa Taís Santiago, vizinha de um terreno baldio na rua Gilberto Aguilar, no Jardim Paulistano II. “Certa vez, o pessoal da limpeza havia terminado o serviço e, na mesma hora, um caminhão chegou para despejar mais lixo. Ouvi um dos homens dizer: joga no terreno que é da Prefeitura porque, aí, eles limpam”, completou.
A falta de conscientização de quem despeja dejetos em locais inapropriados aliada à morosidade com que, certas vezes, a limpeza é feita tem sido motivo de estresse para quem vive nos arredores. “Isso está sempre assim, minha filha”, disse um senhor em voz alta ao perceber a presença da reportagem ao fim da rua Piauí, no Líbano.
Antigo Ecoponto, o local está tomado por móveis estragados, entulhos de construção, calçados e solados, restos de comida, garrafas e até material de escritório como planilha de vendas. “E não é só aqui, é por toda a cidade. Nesta mesma rua, você vai encontrar mais entulhos” completou o senhor de passos apressados.
O diretor da Vigilância em Saúde, José Conrado Netto, informou que a divisão registra mensalmente uma média de cinco denúncias com fotos de contraventores despejando lixos irregularmente. “Neste caso, quando há provas como fotos e vídeos, nós abrimos um processo administrativo que pode gerar advertências e multas que variam de 10 a 10 mil Ufesps (Unidades Fiscais do Estado de SP), hoje cotada em R$ 21,25.”
Ainda de acordo com Netto, 12 autuações foram feitas em Franca neste ano. Este tipo de denúncia pode ser realizado através do e-mail conradonetto@franca.sp.gov.br ou pessoalmente à rua Dr. Flávio Rocha, 4.780, no complexo da Secretaria Municipal de Saúde.
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