‘Não podemos desacreditar da humanidade’, diz decoradora


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Bandidos reviraram cômodos do imóvel atrás de joias, dinheiro e objetos de valor
Bandidos reviraram cômodos do imóvel atrás de joias, dinheiro e objetos de valor
Com marcas no rosto, a decoradora recebeu o Comércio no mesmo quarto em que foi torturada. Além da dor física, a decepção. Um dos assaltantes era o mesmo homem que ajudou e voltou para agredi-la e roubá-la. 
 
Como foi a ação criminosa?
Fui à frente da casa, abri a cortina e vi um rapaz estourando o vitrô da sala. Eu tranquei a porta do corredor, que dá acesso aos quartos, chamei minha filha e fomos para dentro do meu quarto. Lá, tranquei a porta, fomos para o banheiro e acionei a polícia. Eles diziam o tempo inteiro: “A gente não tem medo de matar! Cadê dinheiro, as joias e papéis?”. Eu dizia para levarem tudo, desde que nos deixassem em paz, mas ele passou a me desferir tapas. Eu pedia a proteção divina e que a polícia chegasse logo.
 
Eles entraram de cara limpa?
Um cobriu o rosto. Depois que a polícia chegou, a gente viu que é um rapaz que morava na minha rua e esteve dentro de minha casa, através da mulher dele, que conhece minha filha. Eles já se sentaram em meu sofá com o filhinho. Isso foi há um ano. Soube que ele não está mais com essa moça. Porém, ele esteve dentro de minha casa, acolhido que foi. Ele teve coragem de dar muitos tapas na minha cara. Um outro não me bateu, disse que não precisava fazer isso. Afirmou “a gente é bandido, mas não precisa fazer isso com ela”.
 
Como é ajudar um bandido que retribui dessa forma?
Acho que esse é o ser humano. Nós estamos vivendo um tempo em que a gente tá vivendo pra ver muita coisa, mas não podemos desacreditar da humanidade. Agora que foram presos, estamos bem. Pedi que Deus nos protegesse e a gente só tem a agradecer mesmo.
 

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