Rodovias modernas


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Em razão de novas tecnologias, a Polícia Rodoviária está mudando sua logística. Postos que eram mantidos com patrulheiros no atendimento a emergências de trecho, estão hoje fechados ou utilizados eventualmente como ponto de apoio. 
 
O pessoal agora é empregado no efetivo patrulhamento e no combate à prática de crimes nas rodovias. Os serviços de apoio é hoje atribuição das operadoras que fazem a manutenção da pista e seus equipamentos e, em contrapartida, arrecada as tarifas do pedágio.
 
O plano de terceirização das rodovias paulistas, iniciado em 1997, trouxe-nos à atual situação. Nossas principais estradas são administradas por concessionárias e englobam nove das dez melhores ligações rodoviárias do país. 
 
Embora reclame dos preços de pedágio, o usuário é beneficiado com serviço de boa qualidade e maior segurança. O próprio policiamento rodoviário vai se restringindo à função de segurança pública e combate ao crime, já que o controle da velocidade — que evita a ocorrência de acidentes — tornou-se tarefa para radares fixos e móveis distribuídos pelas estradas, emitindo multas automaticamente e garantindo aplicação das devidas penalidades a motoristas infratores.
 
O avanço da tecnologia melhora, a cada dia, as condições de uso. Hoje, por exemplo, seriam dispensáveis os telefones de emergência instalados ao longo das rodovias, que sofrem alto índice de vandalismo. Praticamente qualquer um, em viagem, dispõe de seu telefone celular mas deve conhecer o número do telefone de emergência concessionária da rodovia, ou rodovias pelas quais circule. Além disso, há o 190 da Polícia Militar que, acionado, pode fazer a ponte e mobilizar socorro. 
 
Desobrigada de instalar ou repor os telefones de emergência danificados nas rodovias, as concessionárias poderão direcionar-se a outros serviços de apoio ao usuário ou, até, baixar alguns pontos no custo do pedágio. Não é uma boa questão a estudar?
 
Dirceu Cardoso Gonçalves
Tenente, diretor da Associação de Assistência Social dos Policiais Militares de São Paulo
 

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