Acredito que experiências vividas são capazes de transformar o ser humano de forma positiva ou negativa, e que a intensidade delas pode deixar marcas indeléveis.
Fato é que não podemos viver ser ter experiências, ou seja, vivências, encontros, desencontros, acertos e erros. Viver é experimentar, é salutar e é necessário. Esta semana estou em Córdoba, na Argentina, participando de um congresso de Retórica na Universidade de Villa Maria. E as (novas) experiências já começaram!
Cheguei ao aeroporto da cidade por volta de uma hora de domingo. Pedi um táxi. Quanto mostrei o lugar ao qual queria ri, algo de enigmático aconteceu. O taxista disse que o local estava a 150 quilômetros de distância e que o valor era de 1,6 mil pesos. Fazer o quê? Descer, pensar ou seguir viagem? Segui! No caminho conversamos sobre família, trabalho, economia, futebol, câmbio etc. Chegamos ao hotel três horas depois.
É muito interessante falar um idioma parecido e por falta de costume ou atenção não ser facilmente compreendido. Descobri que sou um bom ouvinte. Com atenção, consigo entender o que me dizem. Além disso, nada como um bom programa de tradução para facilitar.
A cidade de Villa Maria é pequena, de clima frio. Parece um bom lugar para morar. Ontem fui à missa e pude constatar que a celebração, com os seus rituais e músicas, é a mesma. Até os músicos têm nosso estilo e a forma de rezar o terço também é idêntica. Senti que estava em casa, na casa do Pai, e conclui que encontrar familiaridade ajuda a valorizar o que temos.
É importante ter experiências novas, e, principalmente, partilhar para proveito próprio e dos outros. Aproveitarei a semana para estudar e vivenciar novos hábitos e cultura.
Na volta, reencontrarei minha mulher Juliana e meus filhos Gabriel e Rafael, que não puderam vir em razão de compromissos. Assim é a vida! Sair e ficar distante um tempo é boa experiência para refletir sobre os valores que damos, aos que temos, e ao que somos.
Acir de Matos Gomes
Advogado, professor universitário
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