O Speed Park, área de eventos às margens da rodovia Tancredo Neves, está impedido de realizar ou receber qualquer tipo de evento. Na última sexta-feira, dia 19, o espaço foi interditado pela Vigilância Sanitária Municipal por não apresentar condições de higiene e estrutura. Os proprietários já foram notificados e têm dez dias para providenciar a adequação.
Segundo o chefe das Vigilâncias, José Conrado Netto, no último dia 12, durante a realização de um show de hip hop, vizinhos acionaram os fiscais da Prefeitura por conta do som alto. Uma equipe esteve no local e comprovou o abuso no volume. Além disso, os fiscais encontraram menores e acionaram a polícia e o Conselho Tutelar.
Na segunda-feira, dia 15, fiscais da Prefeitura, acompanhados de bombeiros e policiais militares, estiveram vistoriando o local e constataram diversas irregularidades. “O local estava extremamente sujo. Como havia vasos sanitários quebrados, o número de banheiros também era insuficiente. Além disso, o sistema de ventilação também não era o adequado”, disse Conrado Netto.
Como, no dia do show, os fiscais já haviam constatado que o som emitido estava muito acima do permitido no alvará de funcionamento (a licença é para 45 decibéis e foi constatada a emissão de 180 decibéis), o chefe da Vigilância decidiu interditar o estabelecimento. “O local agora está impedido de realizar qualquer tipo de evento”, disse.
No comunicado de interdição, a Vigilância dá prazo de 10 dias para que os donos do Speed Park providenciem as adequações necessárias. “Eles ainda não nos comunicaram se conseguiram promover as mudanças. Estamos no aguardo”, disse Netto.
Se não houver as adequações, o local pode até ter a licença de funcionamento cassada.
O dono do Speed Park, André Luís Ramos Pedroso, disse que todas as adequações já foram providenciadas. “A sujeira tinha sido por conta do show. Já fizemos a limpeza. No banheiro, havia um vaso sanitário quebrado que foi trocado e colocamos novos extintores e um exaustor”, disse.
Ele protocolou no final da tarde de ontem um pedido de nova vistoria para que o local seja liberado. A vistoria foi marcada para amanhã.
Sobre o som alto, André disse que não fará mais o aluguel do espaço para shows noturnos. “Infelizmente, o som acaba vazando e não temos como controlar. Então, decidi não alugar mais para este tipo de evento.”
Para as festas e shows que acontecem durante o dia, André disse que contratou um engenheiro para fazer a medição do volume de barulho e reestruturar a disposição das caixas de som.
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