Insegurança, saúde e transporte público preocupam população do Jd. Primavera


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Moradores reclamam de ponto de ônibus instalado em terreno baldio na rua dos Bem-te-vis. Segundo eles, locais sem movimentação oferecem risco aos usuários
Moradores reclamam de ponto de ônibus instalado em terreno baldio na rua dos Bem-te-vis. Segundo eles, locais sem movimentação oferecem risco aos usuários
Moradores da região do Complexo do Aeroporto aproveitaram o programa Hora da Verdade Itinerante, realizado no bairro Jardim Primavera na última sexta-feira, 19, para pedir soluções para os problemas dos bairros. Insegurança, saúde e transporte estão entre as principais queixas da população da zona Sul de Franca.
 
A frequente presença de usuários de entorpecentes nas praças e áreas de lazer da região foi bastante questionada pelos moradores. “Eu tenho dois filhos pequenos e quando quero passear ou brincar com eles nas praças é simplesmente impossível. São muitos usuários que utilizam as praças como ponto de fumo e o pior é que os policiais militares parecem fazer vista grossa para o problema”, declarou um morador, que preferiu não se identificar por medo de represálias.
 
Com a mudança de sentido na avenida Euclides Vieira Coelho, que deixou de ser mão dupla, ônibus que passavam pela avenida foram remanejados para a rua Bem-te-vis, paralela a ela. Segundo o presidente da associação de moradores, José Cripaldi, 57, os pontos na rua estão localizados em locais como terrenos baldios e em frente a uma escola que, principalmente à noite, são perigosos.
 
Outra reclamação comum aos moradores é a demora no atendimento na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Jardim Aeroporto, inaugurada há um mês, após dois anos de atraso.
 
De acordo com o pedreiro Edimilson Donizete Miguel, 38, que quebrou o braço no último feriado, 4 de junho, ele chegou a esperar seis horas pelo atendimento. “Era apenas um médico na UPA e fiquei aguardando das 9 até as 15 horas. Com dor e precisando de atendimento, fui informado que só havia um médico no local e deveria esperar”, disse.
 
O jovem sapateiro Nathan Gonçalves Ferreira, 22, também enfrentou problemas no atendimento. Com o dedo fraturado durante um procedimento na fábrica em que trabalha, ele não conseguiu um atestado médico. “Eu estou correndo o risco de perder o trabalho, pois não consigo trabalhar com o dedo quebrado e me negaram o atestado. Não sei o que fazer.”
 
Posicionamento
Em nota, a Polícia Militar esclareceu que a informação dos moradores será encaminhada para o setor de inteligência que realizará o mapeamento desses logradouros e depois solicitará a intensificação do patrulhamento das viaturas responsáveis pela área, bem como o apoio de viaturas do policiamento de Força Tática.
 
A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da Prefeitura e com a Secretaria de Saúde, mas não houve retorno até o fechamento da edição. O representante da empresa de ônibus São José também não foi encontrado para comentar as reclamações dos moradores.
 

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