Apesar de ainda não ter levantamento oficial sobre o número de celulares roubados em Franca, a Polícia Civil acredita que o registro de delitos desta natureza tem crescido de maneira assustadora. É cada vez maior o número de pessoas que comparecem às delegacias de polícia para registrar a ocorrência, requisito necessário para bloquear o aparelho. A prisão de ladrões de celulares também já está se tornando uma prática corriqueira nos meios policiais.
No final do mês passado, uma quadrilha que veio de Belo Horizonte para fazer um arrastão no Parque “Fernando Costa”, durante a Expoagro, foi desmantelada pela Polícia Militar. Além de prender dois casais suspeitos, os policiais recuperaram quase 30 aparelhos roubados, e mais de R$ 2 mil, bem como o carro utilizado pelos marginais para se deslocarem a Franca.
De acordo com o delegado João Valter Tostes Garcia, do 2º Distrito Policial, de todos os celulares roubados na Expoagro, 12 ainda aguardam seus respectivos donos. “Muitos foram bloqueados após a ação criminosa e não localizamos os proprietários. Por isso, nos próximos dias, teremos acessos aos Imei (Identificação Internacional de Equipamento Móvel) para chegarmos às pessoas”, disse Garcia.
Na tarde da última segunda-feira, um desempregado de 33 anos, do Parque Vicente Leporace 3, foi preso em flagrante após agredir uma jovem e roubar seu celular no Centro. Por pouco o suspeito não foi linchado por populares que auxiliaram na sua detenção.
Mesmo com a prisão do desempregado, novos casos foram registrados pela polícia durante toda a semana. Um estudante de 19 anos, residente no bairro Santa Cruz, foi seguido enquanto caminhava pela rua Saldanha Marinho, no Centro. Em um determinado trecho, o jovem deixou cair um celular do bolso de sua bermuda. O suspeito pegou o aparelho e exigiu R$ 50 para devolvê-lo. Como a vítima não concordou, o ladrão fugiu.
Outro registro foi feito por uma estudante de 18 anos, moradora no Jardim Ângela Rosa. Por volta de 19h40 de segunda-feira, ela foi abordada na Vila França por um indivíduo pardo, alto, trajando blusa de moletom preto com capuz, calça jeans e tênis. Alegando ter apenas o celular consigo, a estudante teve o aparelho levado pelo assaltante, que fugiu na direção do bairro Santa Rita. Ele também não foi preso.
Além desses casos, outras ocorrências foram registradas em delegacias de Franca. Na noite de quinta-feira, uma vendedora e sua mãe foram rendidas enquanto guardavam o carro na garagem de casa, no Jardim Boa Esperança. O bandido, que estava armado, fugiu levando os celulares da vítima, a bolsa da mãe e R$ 600.
No Jardim Paulista, uma atendente de mercearia de 28 anos também se tornou uma estatística nos índices de roubos a celulares. Porém, seu desfecho foi distinto dos usuais. Após ter seu aparelho roubado na quinta-feira, ela teve sorte. Seu celular foi encontrado e o bandido foi autuado por roubo.
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