O que move Alexandre?


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Vivemos uma época em que a interatividade é o grande anseio de todos. Por causa da Internet, cada vez mais rápida e acessível a todas as parcelas da população, setores de entretenimento e opinião buscam integrar o seu público, que dá respostas rápidas, muitas vezes quase instantâneas, balizando programas de TV, de rádio e pesquisas dos mais variados tipos, de políticas às de consumo. Por isso, é de se estranhar que, nos dias de hoje, os entes públicos ainda não perceberam a ferramenta extraordinária que têm nas mãos. Encastelam-se em seus gabinetes e fazem de conta que não ouvem os anseios, reivindicações e carências daqueles que lhes deram o mandato. Promessas são esquecidas, planos são abandonados e projetos engavetados logo após a posse, ignorando tudo o que se disse em campanhas eleitorais.
 
Um bom exemplo está em Franca. Dois anos e meio após a sua posse, Alexandre Ferreira (PSDB) fez praticamente o contrário do que prometera na campanha de 2012. Ele só foi eleito por causa do então prefeito, Sidnei Rocha (PSDB), que garantiu tê-lo preparado para repetir a boa administração que comandava em Franca em seus dois mandatos. Ledo engano. Depois da posse, Alexandre praticamente rompeu com o seu ex-chefe. A criatura desgarrou-se de seu criador e implantou um governo autocrático, truculento e pouco interativo. Depois do acordo fechado com a Empresa São José a portas fechadas, num claro prejuízo às dezenas de milhares de usuários do transporte coletivo que viram, em sequência, reajustes no valor das tarifas em índices acima da inflação do período.
 
A falta de interesse em ouvir o seu povo é clara. Alexandre permite um reajuste de quase 13% na passagem, que começa a vigorar na próxima quinta-feira. 26. Com isso, o trabalhador francano passará a pagar um dos mais altos valores cobrados pelo serviço no Estado de São Paulo, igualando-se a São Paulo, onde os trajetos são muito mais extensos do que fazem os ônibus da São José em Franca. O que ninguém consegue entender é o que move o prefeito, hoje alvo de uma série de investigações por causa de irregularidades que envolvem fraudes, sobrepreço e irregularidades no sistema público de saúde. Obras, como a revitalização do Engenho Queimado, anunciada com estardalhaço, embora tenha recebido verba do governo federal, não andam e ninguém explica a razão.
 
Quanto às mortes envolvendo o atendimento público de Saúde em Franca a atual administração municipal tenta fazer cair no esquecimento, sem se desculpar, anunciar providências ou mesmo confortar as famílias das vítimas, hoje perto de completar uma dezena. Isso sem contar a perseguição movida contra aqueles que se opõem, inclusive tentando atingir o ex-prefeito Sidnei Rocha com vistas às eleições do ano que vem. Tendo nos bolsos a maioria absoluta dos vereadores da Câmara local, Alexandre Ferreira se acha onipotente e vai levando a sua administração a um fim melancólico, cercada de denúncias, irregularidades e desaprovada pela maioria da população francana que gostaria de ser ouvida e considerada quando da tomada de decisões. O que é uma pena...r
 
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