90 anos de história: Industrial se mobiliza para reformar ‘museu’


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Máquinas de escrever e troféus estão armazenados no Centro de Memória da Escola Industrial
Máquinas de escrever e troféus estão armazenados no Centro de Memória da Escola Industrial
Com mais de 90 anos de história armazenados, o Centro da Memória da Escola Técnica Estadual “Doutor Júlio Cardoso, a Industrial, que existe há 15 anos, precisa de uma revitalização para garantir que os objetos continuem a manter vivas as lembranças de milhares de alunos e professores que já estudaram ou ainda estudam na escola.
 
São centenas de objetos e documentos, entre eles as fotos e fichas de matrículas dos primeiros estudantes do colégio, armazenados em uma “exposição permanente”, como gosta de se referir ao projeto a professora Joana Borini, que desde 2000 ajuda a coordenar o Centro de Memória. 
 
Pensando na manutenção e preservação dessas peças, que fazem parte do colégio fundado em 1924, os professores estão realizando uma campanha para arrecadar verbas e realizar a revitalização do espaço. Entre as melhorias necessárias estão a pintura da sala, instalação de pisos e mudanças no forro, que atualmente “encobre” uma parte da história da instituição. “Queremos mudar o forro que tampa a estrutura feita na sala que antes era a oficina do curso de fundição, um dos primeiros do colégio”, disse a professora Joana.
 
Segundo ela, o Estado não fornece verbas para a manutenção do Centro de Memória, que foi criado depois de uma indicação do Centro Paula Souza para os nove colégios mais antigos do Estado de São Paulo.
 
De acordo com a primeira responsável pelo Centro de Memória, a professora Maria Medianeira Monteiro, alguns documentos chegaram a ser molhados durante chuvas. “Há algum tempo, a sala tinha infiltrações que atingiram alguns documentos. Foi feita uma pequena reforma, mas precisamos de mais para garantir a preservação integral das peças, evitando que esses problemas se repitam”, disse.
 
Entre os objetos mais curiosos do museu estão um episcópio, espécie de projetor de imagens da década de 60 e um microscópio eletrônico, da mesma época. Máquinas de escrever, quadros, livros, jornais e 130 troféus também compõem o acervo.
 
Após a revitalização, o objetivo, de acordo com as professoras, é transformar o local em um verdadeiro Centro Cultural. “Planejamos realizar exposições fotográficas, palestras, cursos e workshops nesse ambiente”, disse Joana. 
 
Os gastos com as melhorias estão estimados em R$ 25 mil. Os interessados em cooperar com a campanha de revitalização devem entrar em contato com as professoras ou a direção da escola. 
 
A Industrial atende hoje 1400 alunos em 15 cursos. Entre eles: administração, contabilidade, secretariado e enfermagem.

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