Franca fecha 391 vagas de emprego no pior maio da série histórica


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Fábrica de calçados em  Franca: setor industrial foi o que mais fechou postos de emprego no mês passado: 603 vagas a menos
Fábrica de calçados em Franca: setor industrial foi o que mais fechou postos de emprego no mês passado: 603 vagas a menos
Pela primeira vez desde que o Ministério do Trabalho começou a acompanhar a geração de empregos em Franca, a cidade teve um mês de maio com saldo negativo. Segundo dados divulgados nessa sexta-feira, Franca perdeu no mês passado 391 vagas. Foi o pior desempenho desde 2003, quando começou a série histórica.
 
O setor que mais fechou postos de emprego foi a indústria de transformação, com 603 vagas encerradas. Mas outros setores importantes, como a construção civil e o comércio, também tiveram desempenho negativo, menos 70 e 59 postos, respectivamente. 
 
O desempenho da economia da cidade só não foi pior, porque os setores de agropecuária e serviços conseguiram contratar mais do que demitir. Juntos, foram responsáveis pela geração de 337 vagas.
 
Para o economista Hélio Braga Filho, o desempenho ruim é reflexo das medidas de ajustes adotadas pelo Governo Federal. “Neste começo de ano, houve aumento dos preços administrados, como combustíveis e energia elétrica, também sofremos com a elevação dos juros e os cortes nos investimentos e linhas de crédito. Tudo isso acabou atingindo diretamente o poder de compra do trabalhador.”
 
Para o futuro, a previsão do economista não é nada otimista. “Não vejo perspectivas de melhora ou retomada. Devemos fechar o ano com uma inflação recorde, acima dos 8%. Temos o anúncio de novos reajustes nas tarifas. Sem programas de incentivo por parte do governo, dificilmente a economia da cidade poderá reverter esse quadro”, disse Braga.
 
Para ele, a cidade deve fechar o ano com um saldo negativo de empregos, principalmente no setor industrial. “A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) divulgou uma previsão de fechamento de 150 mil vagas no setor este ano. Com certeza, Franca será atingida”, disse o economista (leia os números sobre o país na Página 3B). 
 

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