Morreu, aos 76 anos, Maria Maura Marcelino da Silva, ex-funcionária da Câmara Municipal e uma das fundadoras do Grupo da Velha Guarda de Franca. No último dia 3 de junho, passou mal em sua residência, na Vila Nova, e foi socorrida rapidamente pelo filho Reinaldo Marcelino, condutor socorrista do Samu, e levada ao hospital São Joaquim/Unimed, onde se constatou um AVC (Acidente Vascular Cerebral) hemorrágico. Maria Maura permaneceu internada até o dia 14, domingo, quando sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu.
Dona Maura, Dona Maria, Tia Fiuca, Tia Fufu, Dona Bonequinha, foram alguns dos apelidos carinhosos que Maria Maura recebeu de amigos e familiares ao longo da sua jornada, segundo o filho Reinaldo. Nascida no dia 18 de agosto de 1938, foi criada em uma fazenda no município de Conquista, Minas Gerais. Casou-se ainda jovem com o Juversino Teles da Silva, já falecido, com o qual esteve por mais de 54 anos. “Ela e meu pai foram um dos casais fundadores do Grupo da Velha Guarda de Franca, do Movimento dos Idosos de Franca, participavam de encontro de casais e ela também atuava do Grupo das Legionárias da Igreja São Judas Tadeu . Foi funcionária da Câmara Municipal, excelente cozinheira e faxineira. Sempre disposta a auxiliar o outro na maior disposição”, recorda Reinaldo. “Não tinha tempo ruim. Todos os dias arrumava sua casa e partia para casa de algum parente ou amigo que estivesse precisando de sua ajuda. Incansável. Mulher forte e batalhadora, guerreira e amada por todos. Gostava de contar histórias de seu passado, de sua vivência e o fazia de uma maneira simples e gostosa de ouvir”.
Era a mais velha de dez irmãos e logo assumiu a responsabilidades de auxiliar na criação dos demais. Da união com Juversino teve dois filhos: José dos Reis e Reinaldo Marcelino. Cinco netos: Tatiane e Tales, filhos de José e Regina; e Rosyane, Reinaldo Júnior e Ravid, filhos de Reinaldo e Rosângela, sua ex-nora. “Fazia de tudo para agradar às pessoas. Era muito querida por todos, sábia, generosa, alegre, adorava reunir a família para cozinhar. Sua casa tornou-se um porto seguro para os demais irmãos, sobrinhos e muitos parentes, os quais ela sempre alojava, até que eles se estabelecessem e seguissem seus caminhos. As portas da casa dos meus pais sempre foram abertas para todos”.
A missa de sétimo dia em homenagem a Maria Maura acontece neste sábado, dia 20, às 19 horas, na Igreja São Judas Tadeu. “Agradeço aos médicos Rogério Volpe - meu amigo de trabalho no Samu, aos médicos Sinézio e Fabiana e todas as equipes do hospital que a assistiram, fazendo o melhor possível. Esperemos que ela esteja ao colo de nosso Pai Celestial, recebendo de volta todo carinho que cultivou na vida terrena, pois cumpriu sua missão, pessoa caridosa e fervorosa na fé em Deus”.
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