Morreu Edda Pelizaro, bancária e professora, aos 73 anos


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Edda Pelizaro será sepultada hoje, às 14 horas, no Cemitério da Saudade
Edda Pelizaro será sepultada hoje, às 14 horas, no Cemitério da Saudade
Como professora de italiano, tornou-se referência do ensino da língua em grande região
Morreu ontem, dia 18 de junho, em sua residência, depois de um ano e sete meses em coma, a conhecida e respeitada professora de italiano e ex-bancária do Banespa, Bartoli Edda Pelizaro. Edda passou por várias cirurgias em busca de cura para formação tumoral benigna em seu cérebro, mas devido a localização do problema, em área essencial, a retirada nunca foi completada. Nos últimos dois anos, segundo sua família, com fala e outras funções do organismo muito prejudicadas, enfrentou a debilidade que a atingiu cuidada pelos filhos e profissionais da Medicina que dela não se afastaram.
 
Tinha 73 anos e era uma das filhas do casal de imigrantes italianos Bartoli Renato e Stella Modenesi Bartoli, que aportou em Franca se afastando da Itália no pós-guerra. Suas irmãs são Romana, Paulina, Guglielma (falecida, ela que atuou por muitos anos na enfermagem do Hospital “Allan Kardec”) e Benito (também falecido). Casou-se, em Franca, com Luiz Antônio Pelizaro, de tradicional família francana. 
 
Do enlace nasceram Luís Renato (falecido aos quatro anos), Luís Federico (Kiko, médico veterinário) e Cláudia (química, pesquisadora em empresa de São Carlos - SP). O casal e os filhos conduziram, por muitos anos, centro de ensino do idioma italiano — a Escola Parla Italiano —, e o tornaram referencial no ensino do língua, a ponto de ter vários de seus alunos brindados, após exames especialistas promovidos pelo governo italiano, com bolsas de estudos naquele país. Por própria extensão das atividades da escola, Edda se tornou tradutora juramentada e Luiz Antônio foi, por anos, representante consular da Itália na cidade.
 
Edda, multitarefas, esteve sempre presente em atividades de filantropia francanas. Ao lado de Maria Inês Archetti e outras dirigentes da Apae, realizou várias edições de Noites Italianas, e estes eventos, segundo o filho Kiko, em determinada época, motivaram a ideia da Festa de San Gennaro, para arrecadar recursos para a entidade.
 
Convidada para integrar o grupo que trouxe para Franca o CVV (Centro de Valorização da Vida), tornou-se também integrante da primeira turma de plantonistas da entidade, em 1981. Atuou lá por vários anos, participando também da gestão financeira. Seu filho Luís Renato, falecido à época em que lá atuava, teve seu nome dado à Sala de Plantonistas da sede do grupo francano, também em reconhecimento aos esforços de Edda na consolidação do posto samaritano na cidade.
 
Também é preciso registrar a passagem dela e de algumas de suas irmãs pela Sociedade Fratelli Uniti, a Sociedade Italiana de Franca, seja ensinando o idi-oma ou como mulher de Luiz Antônio, que a presidiu. O velório está acontecendo na sala 1 do São Vicente de Paulo. O sepultamento está marcado para as 14 horas de hoje, no Cemitério da Saudade.

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