Ex-prefeito nega fraude em concurso


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O ex-prefeito de Restinga Dejair de Freitas (PMDB) negou qualquer irregularidade no processo de licitação que contratou a empresa Oregon para realizar um concurso público no final do ano passado. O contrato com a empresa está sendo investigado pela Operação QI, comandada pelo Ministério Público do Estado. Segundo os promotores, há indícios de que tenha sido fraudado.
 
Em setembro de 2014, sob a gestão do ex-prefeito Dejair de Freitas (PMDB), a Oregon foi contratada por meio de carta-convite para realizar um concurso público na cidade. Pelo serviço, teria recebido quase R$ 8 mil e o valor da taxa de inscrição dos interessados. 
 
A Oregon é uma das empresas acusadas pelo Ministério Público de integrar o esquema de fraudes que seria comandado pela vereadora de Pradópolis, Marlene Galiaso. Segundo os promotores, com a ajuda de advogados e funcionários públicos ligados às Prefeituras, a vereadora fraudava as licitações e os concursos públicos para beneficiar seus interesses. Para isso, usava nove empresas para simular concorrência. A Oregon seria uma delas. 
 
Na última terça-feira, 120 agentes espalhados por todo o interior paulista cumpriram mais de 50 mandados de busca e apreensão em 31 prefeituras atrás de provas de um esquema criminoso de fraude em licitações e concursos que teria desviado mais de R$ 2 milhões.
 
Ontem, o ex-prefeito falou pela primeira vez sobre as suspeitas e negou qualquer irregularidade. “Eu fiquei surpreso quando soube que os policiais estavam na Prefeitura. Tomamos todos os cuidados legais na contratação da Oregon. Chegamos até a consultar o nome dela na Justiça e em outros órgãos de controle e não encontramos nada”, disse Dejair Freitas. 
 
Ele disse não conhecer nenhum dos envolvidos no esquema descoberto pelo Ministério Público. “Nunca os vi. No dia em que assinaram o contrato, não estava na cidade. Eles realizaram as provas e entregaram o resultado. Não desconfiei de nada. Se houve alguma irregularidade, também fomos vítimas”, disse.
 
Freitas informou que ainda não foi convocado pelo Ministério Público para prestar esclarecimentos, mas que está à disposição. O ex-prefeito também descartou a participação de servidores na suposta fraude. “Eu acompanhei esse processo e não acredito que algum servidor tenha agido de má-fé.”
 
Suspeita
Não foi apenas Restinga que teve concurso realizado por uma das empresas envolvidas nas denúncias da Operação QI. A Prefeitura de Franca também pode se tornar alvo das investigações. A Persona, outra empresa acusada de participação no esquema, organizou dois certames em Franca. O primeiro em 2012, ainda na gestão de Sidnei Rocha (PSDB), e o segundo em 2013, já sob a administração de Alexandre Ferreira (PSDB). 
 
Segundo o Ministério Público, esses contratos não constam da relação dos investigados nesta primeira fase, mas podem entrar para a investigação futuramente. 

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