Ao atender a um chamado para mais uma corrida, um homem de 41 anos não imaginava que seria mais um número nas estatísticas de violência contra taxistas. Na madrugada de ontem, uma tragédia quase aconteceu. Ao receber um chamado, o taxista teve o carro roubado e foi esfaqueado por uma mulher.
Por volta de 1h30, o taxista foi acionado por um casal e deslocou-se até o Pronto-Socorro ‘Álvaro Azzuz’, na Vila Imperador. Os suspeitos pediram que os levasse até o Jardim Paulistano II. Assim que parou o carro em um trecho da rua Carlos Henrique Andrade Junqueira, ele foi surpreendido pela mulher, que estava no banco traseiro. Ela encostou uma faca na vítima e anunciou o roubo. Ao esboçar reação, o taxista teve a faca cravada em seu pescoço. Os bandidos levaram seu carro.
Populares presenciaram a cena e acionaram a Polícia Militar. O taxista foi levado por socorristas do Samu até a Santa Casa, operado e liberado ainda na tarde de ontem. O carro foi localizado pela Polícia Militar horas depois do ocorrido em uma rua do Jardim Boa Esperança.
Nos próximos dias, a DIG (Delegacia de Investigações Gerais), responsável pelo caso, deverá averiguar as imagens de câmeras de segurança do Pronto-Socorro para tentar identificar os autores da tentativa de latrocínio.
Histórico
O caso deste taxista aconteceu oito dias após a polícia prender bandidos que praticaram uma série de crimes em Franca, incluindo contra profissionais da classe. No dia 8 de junho, um homem de 51 anos foi rendido em frente à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Jardim Aeroporto I por três bandidos.
Com um facão, um adolescente de 13 anos e um sapateiro de 23, o obrigaram a dirigir pela cidade e levaram seus celulares e R$120. Porém, deixaram o carro e fugiram pelo Jardim Santa Bárbara. Auxiliados pelo taxista, os policiais localizaram dois dos três acusados. O menor foi para a Fundação Casa e o sapateiro para o CDP (Centro de Detenção de Franca). O terceiro suspeito já está identificado, mas não foi autuado em flagrante e por isso segue em liberdade. “Este caso do colega esfaqueado é só mais um no meio de tantos. Eu só não desisti da profissão porque foi muito difícil adquirir o que tenho”, relatou um profissional da área ao Comércio da Franca ontem.
Segundo um taxista de 43 anos, assaltado no dia 1º de maio, esta sequência provoca insegurança. “Sinto que estamos a mercê dos criminosos. Por sorte, não me machucaram. Quem poderia adivinhar que um chamado no Pronto Socorro ocasionaria este crime?”, indagou o taxista.
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