Joaquim Sucena Lannes, professor da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e chefe do departamento de comunicação da universidade, causou polêmica ao fazer uma postagem em sua página em uma rede social. Os textos do professor podem ser interpretados como apologia ao estupro, e em um deles, o educador afirma que um suposto assaltante deveria entrar na casa de um juiz e estuprar a esposa, a filha e outras mulheres da família dele.
Na tarde da última segunda-feira (15), Lannes compartilhou uma notícia falsa sobre um ladrão que teria assaltado o juiz que o libertou e escreveu: “Bem feito. Tomara que futuramente este marginal entre na casa do juiz (sic) estupre a mulher dele, a filha e outras mulheres da família dele. Aí quem sabe ele possa ver quem merece ficar solto e quem merece ficar preso. Bem feito.” A repercussão fez com que ele se manifestasse novamente em um comentário na postagem. “Engraçado, algumas pessoas acharam que meu pensamento é errado. Mas é apenas uma reflexão. A polícia (sic) prende meliantes, ladrões, estupradores, etc. Gente que entra em nossas casas e matam, ferem, estupram, entre outras coisas. Depois, um juizinho vem e solta o meliante para fazer mais. Ok, não vamos discutir por isso. Isto é minha opinião. Não gostou? Levem o meliante para casa (sic) deem carinho a ele. O protejam. Sem problemas. O juiz solta e vocês acolhem. E fim de papo”.
O professor conversou com o G1 e classificou a denúncia como maldosa, mas afirmou que tem direito à sua opinião. “Eu tenho direito de me expressar e talvez tenha me expressado mal. Eu manifestei a minha opinião para que as pessoas pudessem entender.” Ele disse ter excluído a discussão e respeitar a opinião de outras pessoas. Quando foi questionado se fez apologia ao crime, se justificou. “Não sei te dizer de onde partiu isso. Não estou fazendo apologia, sou contra violência. Eu tenho família. Esse tipo de coisa é uma questão muito maldosa. Eu faço as minhas colocações em sala de aula, mas dentro da lei. Quando digo ‘pega e leva para a sua casa’ é para que dê carinho e amor, para ver se corrige. Mas eu não estou fazendo apologia. O que foi feito (a denúncia dos comentários) é covarde. Essas pessoas têm acesso a mim, poderiam ter me chamado e conversado comigo.”
A UFV disse não se manifestar sobre comentários de professores em ambientes particulares, como redes sociais.
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