Depois do vereador Márcio do Flórida (PT), agora será a vez da vereadora Valéria Marson (PSDB) enfrentar a abertura de uma CEI (Comissão Especial de Inquérito). Um requerimento assinado pela bancada governista da Câmara Municipal deve ser apresentado na sessão desta terça-feira. O alvo da investigação serão supostas irregularidades na aprovação do Condomínio Franca Garden, construído pela MRV.
Os vereadores governistas afirmam que a obra está irregular. Segundo eles, ela teria sido aprovada sem o decreto municipal de autorização. Além disso, teria invadido uma propriedade particular para instalar uma das saídas do condomínio. Por conta das irregularidades apresentadas, os donos dos mais de mil apartamentos estariam encontrando dificuldades em conseguir a escritura definitiva do imóvel e o habite-se (documento da Prefeitura que autoriza a ocupação).
O pedido de abertura de investigação tem por base as respostas dadas pela Procuradoria do Município ao requerimento de informações apresentado no final de abril pelo vereador Jépy Pereira (PSDB). Nas respostas, a vereadora Valéria Marson, que à época da aprovação do condomínio era secretária municipal de Planejamento, é apontada como a responsável pelas irregularidades.
“Muitos moradores do condomínio, principalmente dos blocos 22 ao 42, procuraram a Prefeitura para reclamar da situação. Os vereadores souberam da situação e resolveram agir”, disse Edvaldo Costa, assessor legislativo do prefeito Alexandre Ferreira (PSDB).
A abertura da comissão de investigação foi decidida em uma reunião na tarde de ontem. Segundo o Comércio conseguiu apurar, o requerimento foi assinado por pelo menos cinco vereadores. São eles: Jépy Pereira, Adérmis Marini (PSDB), Pastor Otávio (PTB), Claudinei da Rocha (PP) e Luis Cordeiro (PSB).
A vereadora Valéria Marson negou qualquer irregularidade. Disse que o decreto só passou a ser exigido em dezembro de 2008. “Mas a aprovação daquele condomínio é de abril, bem antes da nova lei de loteamentos. Não há irregularidade”, afirmou.
Valéria Marson também lembrou que o condomínio já foi investigado pelo Ministério Público. “O promotor chegou a embargar a obra, mas depois acabou liberando porque não encontrou nada de errado”, disse.
A vereadora também atribuiu a abertura da CEI a questões políticas. “Eu já esperava que algo assim acontecesse. Eles disseram que viriam para cima da gente. Primeiro foi o Márcio (do Flórida), agora é minha vez.”
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.