A desempregada Rosemary Maria da Silva, de 41 anos, foi presa na última quarta-feira. Ela está condenada por ter matado o marido queimado após uma discussão, em setembro de 2013. Mãe de seis filhos, a acusada já havia sido presa preventivamente, por agentes da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), em dezembro de 2013, quando ainda aguardava julgamento. Naquele ano, ela passou o Natal e Ano Novo atrás das grades.
O crime aconteceu no dia 10 de setembro de 2013, dentro de um barraco no Jardim Guanabara. Viciados em drogas e álcool, Rosemary e Valdir Rodrigues de Souza, de 45 anos, tinham um histórico de violência. Segundo a polícia, após uma briga, ela jogou álcool no marido, ateou fogo e fugiu.
Valdir se jogou na terra para apagar as chamas. Mas com 80% da parte frontal do corpo queimada, ele morreu três dias depois. Enquanto ainda estava internado, Rosemary foi visitá-lo e disse que estava com dó dele. Ela chegou a ser detida e liberada em seguida. Durante depoimento na DIG, Rosemary confessou o crime e alegou ter agido em legítima defesa. Ela disse ter se arrependido, chorou e afirmou que vinha ingerindo etanol tamanha a sua dependência.
Com a conclusão do inquérito, a polícia pediu sua prisão preventiva pelo fato de não possuir residência fixa e oferecer perigo caso continuasse em liberdade. O mandado foi expedido pela Justiça e cumprido. A acusada foi conduzida à cadeia do Guanabara.
No julgamento, a defesa conseguiu desclassificar a acusação de homicídio para lesão corporal seguida de morte. Rosemary acabou condenada a 4 anos e 2 meses em regime inicial semi-aberto. Porém, no último dia 10, o juiz da Vara de Execuções Criminais, José Rodrigues Arimatéa, reformulou a condenação - passou para fechado - e expediu mandado de prisão contra a mulher.
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