José Serra: ‘Dilma deveria se mancar e sair’


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Os jornalistas Corrêa Neves Júnior e Leandro Vaz entrevistaram o senador José Serra (PSDB), no programa Hora da Verdade na TV, que vai ao ar neste domingo, na Net
Os jornalistas Corrêa Neves Júnior e Leandro Vaz entrevistaram o senador José Serra (PSDB), no programa Hora da Verdade na TV, que vai ao ar neste domingo, na Net
O senador José Serra (PSDB) veio a Franca ontem palestrar para estudantes universitários na Câmara Municipal. Aproveitou a oportunidade para visitar órgãos de comunicação e agradecer a votação recebida na cidade nas eleições de 2014. Foram 113,3 mil votos, o que representou 72% dos votos válidos. “O apoio que tive aqui foi muito expressivo. De cada dez pessoas, você ter mais de sete te apoiando é uma responsabilidade grande. Espero corresponder esta confiança”, disse o tucano.
 
O plenário da Câmara ficou lotado. Pelo menos 300 pessoas acompanharam a palestra. “A visita foi para atender um convite dos estudantes de Franca. A intenção é falar sobre o que está acontecendo no país e responder as dúvidas e inquietações dos alunos.”
 
Antes do encontro com os universitários, José Serra visitou a sede do GCN. Estava acompanhado do deputado Roberto Engler (PSDB) e do ex-prefeito Sidnei Rocha (PSDB). Ele gravou uma entrevista exclusiva que será exibida pelo programa Hora da Verdade na TV, que será exibida domingo, às 19 horas, na TV Franca, canal 23 da Net, e também no portal GCN (www.gcn.net.br). “O senador estava muito descontraído e à vontade. Com a experiência de quem tem, uma vida inteira de dedicação ao serviço público e ocupou todos os cargos, ele falou muito sobre o momento enfrentado pelo País. Opinou sobre a reforma política, corrupção e o que esperar do Brasil”, disse o jornalista Corrêa Neves Júnior. 
 
Ao Comércio da Franca, José Serra fez críticas às medidas do ajuste fiscal feitas pelo governo federal. “É um ajuste desajustado, do tipo: você tem uma unha encravada e corta o dedo. Ou mata o doente para curar a doença. É um exagero a questão dos juros. Não sinaliza futuro de confiança para investimentos.”
 
O senador avaliou como tímidas as propostas de reforma política em discussão na Câmara Federal. “O que foi aprovado que eu acredito que vai permanecer é o fim da reeleição, um mandado só. Acho que isso vai ficar. O resto ainda não está muito claro.”
 
Serra disse que, até o momento, não tem nada de concreto que possa levar ao impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Mas, afirmou que o povo quer que o governo seja trocado. “Isso, não temos dúvida nenhuma. É um governo fraco, ruim. Não estou sendo nem partidário. É uma coisa que até o pessoal do PT, quando fala com mais franqueza, reconhece.”
 
O senador fez uma recomendação à presidente, sugerindo que deixasse o cargo. “Ela podia, como se diria na gíria, se mancar e sair, mas ela vai permanecer. Vai ficar, vai insistir. Mas que, pelo menos, faça melhor as coisas.”
 
Sobre as perspectivas para o futuro, o senador disse ser pessimista no diagnóstico, mas otimista na ação. “Vou continuar batalhando. Minha tarefa na política, sempre encarei desse jeito, não é ficar dentro do possível. Política é arte de ampliar os limites que você conhece do possível.”
 
A entrevista completa de José Serra será publicada na edição de domingo do Comércio da Franca.
 
 

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