Taxistas são mortos a tiros e corpos são jogados em estrada


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Júlio César Messias, de 37 anos; e João Gimenes, de 76 anos
Júlio César Messias, de 37 anos; e João Gimenes, de 76 anos
A polícia mineira está investigando dois assassinatos ocorridos em circunstâncias parecidas, em que as vítimas foram dois taxistas, um de Guaíra (98 km de Franca) e outro de Igarapava (65 km de Franca). A hipótese é de latrocínio e especula-se que os casos possam ter alguma ligação.
 
As vítimas foram executadas a tiros e tiveram os corpos jogados na mesma estrada, entre os municípios de Delta (73 km de Franca) e Conquista (69 km de Franca). Júlio César Messias, de 37 anos, de Guaíra, levou oito tiros. João Gimenes, de 76 anos, apresentou perfurações na cabeça também provenientes de arma de fogo.
 
Messias foi encontrado morto na noite de terça-feira (9), no km 243, próximo do trevo da BR-050, sentido a cidade de Conquista, no Triângulo Mineiro. Segundo o tenente Carlos Dias, da Polícia Militar, ele levou tiros na coxa direita, no joelho direito, no abdômen, no braço, nas costas e na cabeça. Perto de seu corpo foram encontradas várias cápsulas de calibre 40 e alguns cartões bancários de sua propriedade.
 
O corpo do homem foi removido e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Uberaba (103 km de Franca). Dias revelou à reportagem do Comércio que o taxista estava desaparecido desde o dia 3 de junho, quando foi contratado por dois homens para uma corrida. 
 
Segundo caso
Pouco mais de 24 horas após a localização do corpo de Messias, a polícia foi informada sobre o encontro de outro cadáver. Tratava-se do taxista João Gimenes, 76, que residia em Igarapava. O corpo apresentava diversas perfurações na cabeça e estava jogado na mesma estrada, a 4 quilômetros de Delta.
 
Segundo o tenente Dias, o idoso havia sido contratado para uma corrida da cidade paulista ao município de Delta, próximo à ponte do Rio Grande, que faz divisa entre os estados de São Paulo e Minas Gerais. Seu corpo estava em uma propriedade rural. Porém, o dinheiro que ele carregava na carteira horas antes da última corrida, desapareceu. 
 
O carro ainda estava no local do crime e foi removido ao pátio credenciado de Sacramento. Já o corpo de João foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Araxá (116 km de Franca) e passou por necrópsia na manhã de ontem (11), sendo liberado para a família. Nenhum suspeito foi localizado após as mortes. 
 

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