No que depender dos professores municipais, o início da reposição dos dias parados na greve dos servidores previsto para este sábado deverá ficar para depois. Os docentes decidiram que não começam a reposição sem que a Prefeitura assine um acordo com os grevistas.
Nesta semana, a secretária da pasta, Fabiana Sampaio, publicou uma resolução ordenando que a reposição fosse feita em todos os sábados de junho até novembro, a começar deste sábado, dia 13.
Na noite de quarta-feira, os professores se reuniram na Câmara Municipal e decidiram apresentar uma nova proposta. O presidente do Sindicato dos Servidores, Luís Fernando Nascimento, e um grupo de professoras se reuniram na manhã de ontem com a secretária. Mas, até o momento, não houve acordo. Segundo Fernando Nascimento, Fabiana Sampaio demostrou simpatia pela proposta dos professores, mas se recusou a assinar um acordo. “Ela disse que não tinha poder para decidir algo assim e que iria discutir os pontos com o prefeito (Alexandre Ferreira - PSDB).”
Como não houve acordo, os professores decidiram que não começarão a reposição neste sábado. “Não iremos neste sábado. Estou avisando a todos para não assinarem nenhum documento e para não ir na reposição até que um acordo tenha sido fechado.”
Pela decisão do Tribunal Regional do Trabalho, os cerca de 700 professores que participaram da paralisação deverão repor os 29 dias não trabalhados.
Na resolução da secretária, a reposição deve acontecer aos sábados e também durante o recesso escolar de julho. Os professores não concordam. Para eles, aulas todos os sábados não serão proveitosas e terão um alto índice de faltas. Por conta disso, na noite de quarta, eles se reuniram e decidiram apresentar uma nova proposta, na qual a reposição aconteceria em dois sábados por mês, no recesso e em dois feriados e dois dias facultativos. “Enquanto não responderem, não vamos repor”, concluiu Nascimento.
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