De repente, a imagem se faz matéria:
Relevos, texturas, cheiros, sons...
Vêm nos ares, nas asas,
No ventre de aeronaves.
Choros e risos se abrem e se fecham
(Risos, ah, estes, muito mais!!)
Braços se estendem e circundam, cercam:
Conchas contentes de amor.
Da tristeza faz-se o riso aberto e branco.
De repente, da saudade e do pranto,
Faz-se cheiro de encanto e de flor.
Toques de lábios, laços de coração,
Coisas tangíveis e sensíveis
Às palmas da alma e da mão.
Eny Miranda, médica, poeta e cronista
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