Professores municipais tentam hoje novo acordo sobre reposição de aulas da greve


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Depois de quase duas horas de muita discussão, professores decidiram que o ideal seria que a reposição acontecesse em dois sábados por mês, em julho e feriados
Depois de quase duas horas de muita discussão, professores decidiram que o ideal seria que a reposição acontecesse em dois sábados por mês, em julho e feriados
Os professores devem tentar mais uma vez um acordo com a Prefeitura para definir o calendário de reposição dos 29 dias de aula perdidos durante a greve dos servidores. Ontem, em uma assembleia que lotou a Câmara Municipal, eles definiram uma nova proposta de reposição. 
 
A assembleia aconteceu depois que uma resolução foi publicada na terça-feira pela secretária municipal de Educação, Fabiana Sampaio, determinando que os dias perdidos de aula seriam compensados com trabalho em todos os sábados de junho a novembro e ainda durante o período de recesso em julho. Os professores foram pegos de surpresa e não aceitam trabalhar todo fim de semana. “Eles querem e sabem que precisam repor os dias parados na greve, mas não acham justo nem proveitoso que essa reposição aconteça todo fim de semana”, disse o presidente do Sindicato dos Servidores, Luís Fernando Nascimento. 
 
Na reunião de ontem, que contou com a presença de mais de 200 professores, a categoria decidiu insistir na tentativa de um acordo. “Vou me reunir novamente amanhã (hoje) de manhã com a secretária de Educação para levar a nova proposta”, disse Nascimento.
 
Depois de quase duas horas de muita discussão, os professores decidiram que o ideal seria que a reposição acontecesse em dois sábados por mês (e não em todos como determina a Prefeitura), durante o recesso escolar (que teria os dias abatidos do total devido na greve), em dois dias da Jornada da Educação (que acontece em outubro) e ainda nos feriados da Revolução Constitucionalista (9 de julho) e da Consciência Negra (20 de novembro). Também entrariam na conta da reposição os dias facultativos do Dia do Professor (15 de outubro) e do Servidor Público (28 de outubro). 
 
Os professores também poderiam usar as faltas abonadas e as horas de atividade extraclasse para descontar nos dias de reposição. 
 
A nova proposta deve ser apresentada na manhã de hoje. “Estamos nos esforçando para tentar um acordo que seja bom para todos. A Prefeitura precisa cumprir os 200 dias letivos de aula e precisa da colaboração dos professores. Então, nada mais justo que também atenda algumas das nossas reivindicações”, disse Nascimento.
 
Caso a nova proposta não seja aceita, os professores não devem comparecer à reposição imposta pela Prefeitura, prevista para começar já neste sábado. “Se a Prefeitura aceitar nossa proposta, começaremos a reposição já no sábado. Caso contrário, não iremos”, disse o presidente, que estudará a adoção de medidas judiciais para que os professores não sejam prejudicados. 
 
Quanto aos demais servidores da Educação, ficou acertado que eles deverão trabalhar até duas horas a mais por dia ou poderão, como os professores, ir aos sábados.
 
 

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