Delegada aguarda laudo do caso envolvendo bebê de dois meses


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Peritos simulam versão dada pela mãe para ferimentos do bebê
Peritos simulam versão dada pela mãe para ferimentos do bebê
O caso envolvendo ferimentos suspeitos a um bebê de dois meses que está sob responsabilidade da Polícia Civil de Franca ganhou um novo capítulo. Na tarde de ontem, aconteceu a reconstituição na casa em que a criança e os pais, de 24 anos, moravam quando houve o fato. A mãe, que está sob investigação por possíveis maus tratos e agressão, participou do trabalho. O caso veio à tona no último dia 15 de maio.
 
A jovem se mudou com o marido da casa onde morava, no bairro City Petrópolis, no dia seguinte ao ocorrido. Ontem, ela estava trêmula e aparentemente nervosa. Ela disse que o filho teria caído no dia 12 de maio. Porém, o primeiro laudo expedido pelo médico legista do IC (Instituto de Criminalística) constatou que as lesões eram mais graves e teriam sido feitas sete dias antes da piora.
 
De acordo com a delegada responsável pelas investigações, Graciela Ambrósio, a reconstituição foi fundamental. “Um parecer mais detalhado do médico legista será expedido nos próximos dias e determinará o que realmente aconteceu”, disse Graciela.
 
Na simulação, a mãe disse ter deixado o bebê sozinho enquanto tomava água e tentava se acalmar por estar nervosa. Ela ainda revelou que ele já tinha hematomas no rosto por “rolar demais no berço”. Ao ouvir o barulho da queda, ela voltou e acolheu a criança. No hospital, ficou constatado que o bebê sofreu traumatismo craniano, hematomas no rosto e fratura no antebraço. Ele foi internado em estado grave e só teve alta no início da semana passada. Agora, a criança está com a avó materna. 
 
“Eu o visito todos os dias, mas ela (mãe) não pode ir por causa da investigação”, disse o pai, que acompanhou a simulação ao lado da mulher.

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