Dengue!


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O Ministério da Saúde informa que investiu R$ 4,2 milhões no combate à dengue entre 2010 e 2014, soma comparável a dos programas ‘DST-Aids’ e ‘Mais médicos’. 
 
Ainda assim, os gastos são ainda maiores e exigem outras instâncias: pacientes que não carecem de internação hospitalar têm custos cobertos pelos programas de atenção básica à saúde. 
 
Mais: estados e municípios têm gastos próprios com o combate à dengue que, este ano, se tornou epidêmica especialmente no centro-sul-sudeste. 
 
A conta cobre apenas custos preventivos e curativos, mas também pesam na economia os dias não trabalhados pelos pacientes e investimentos na substituição dos que morrem pelo mal. No quatriênio citado morreram 2544 brasileiros. De janeiro a 9 de maio último, foram 290!
 
Declarado extinto no Brasil e em mais 10 países da América Latina em 1958, o Aedes Aegypt, transmissor só reapareceu no começo dos anos 70 quando a política do controle da infestação foi substituída pela ideia de atenção básica à saúde. 
 
Em 1976 já havia dengue em vários pontos do Brasil. Em 1981 ocorreram mais de 10 mil casos em Roraima. 
 
Em 1981 registrou-se a epidemia com mais de 1 milhão de doentes no Rio de Janeiro. A partir daí o mal alastrou-se.
 
Sucessivas mudanças no processo de enfrentamento do mosquito são, seguramente, responsáveis pelo estado de epidemia que hoje enfrentamos. 
 
A imprevidência dos governos e a falta de consciência da população facilitaram a proliferação do inseto. Só agora é que surgem trabalhos com mosquitos transgênicos. 
 
Dando certo, poderão eliminar a infestação pela gestação de mosquitos sem capacidade de reprodução. 
 
Todo esforço para eliminar o mosquito é fundamental, principalmente porque, além da dengue, ele também transmite as febres chikungunya e zika, outros males já presentes em território nacional. 
 
Dirceu Cardoso Gonçalves
Tenente, diretor da Associação de Assistência Social dos Policiais Militares de São Paulo
 
 

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