A Câmara Municipal aprovou projeto de lei, ontem, que obriga a implantação de pontos para entrega de garrafas pet em hipermercados e supermercados de Franca. A proposta tem o objetivo de reduzir o descarte inadequado e incentivar a reciclagem das embalagens. A matéria seguirá para análise do prefeito Alexandre Ferreira (PSDB). Caso seja sancionada, as empresas do setor terão prazo de 120 dias para se adequarem. Em caso de descumprimento, há previsão de multa no valor de R$ 362.
O projeto estabelece que os supermercados devem colocar os coletores em local acessível e de fácil visualização. Também fica proibido o descarte em terrenos baldios, ruas e rios. “O plástico demora 100 anos para se decompor no meio ambiente. É comum vermos garrafas plásticas jogadas em locais inadequados e poluindo o meio ambiente que vamos deixar para os nosso filhos e netos. O projeto é uma forma de colaborar, educar e reciclar”, disse o vereador Daniel Radaeli (PMDB), autor da proposta.
O texto, aprovado sem votos contrários, prevê que as garrafas plásticas deixadas pela população nos postos de coletas deverão ser destinadas para entidades que façam a reciclagem ou devolvidas aos fabricantes. “A lei, embora simples, ajudará na preservação do meio ambiente e aumentará a renda das entidades que trabalham com reciclagem. Tem um fator social e de geração de rendas para as ONGs que trabalham com pessoas carentes”, disse Radaeli.
Embora faça oposição ao prefeito na Câmara, o vereador acredita que não há motivos para Alexandre Ferreira vetar a lei. O vereador também não teme eventuais pressões por parte dos supermercados. “Se a empresa deixar de colaborar com o meio ambiente e fizer lobby para o veto, também faremos lobby para os consumidores não comprarem nesta empresa. Quem não tem responsabilidade ambiental e social não pode estabelecer-se no comércio”, concluiu.
Transparência
Também estava previsto para ser votado na sessão de ontem projeto de autoria de Valéria Marson (PSDB) propondo que empresas contratadas pelo Poder Público para execução de obras com valor superior a R$ 500 mil disponibilizem, no Diário Oficial do Município, o cronograma físico e financeiro dessas obras. Mas, como seu companheiro de partido Adérmis Marini apresentou proposta semelhante em seguida, a vereadora optou pelo adiamento para evitar conflitos.
“Ele queria que eu tirasse o meu projeto e assinasse com ele, mas não vejo necessidade de retirar. Temos que ter equilíbrio emocional para estar numa Câmara, onde as vaidades das pessoas são superiores aos interesses da população”, alfinetou Valéria.
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