A Secretaria Municipal de Educação publicou nessa terça-feira uma resolução definindo as regras para a reposição dos 29 dias de aulas perdidas durante a greve dos servidores. Pelo documento, os professores e alunos terão de comparecer às escolas todos os sábados de junho até novembro (exceto os que antecedem os feriados e datas comemorativas). Também não terão férias de meio de ano. Os dias úteis de julho serão utilizados para a reposição, que começará neste sábado, dia 13.
A publicação surpreendeu os professores e o Sindicato dos Servidores Municipais de Franca. Na segunda-feira, uma circular informando sobre o calendário de reposição chegou a ser enviada para alguns profissionais, mas não houve nenhum posicionamento oficial. “Fomos pegos de surpresa. Até porque ontem (segunda) eu protocolei na Prefeitura uma proposta feita com a ajuda dos professores para que a reposição não fosse todos os sábados. Ninguém me disse nada que a Prefeitura já tinha se decidido a respeito”, disse Luís Fernando Nascimento, presidente do Sindicato dos Servidores.
Segundo ele, a proposta de utilizar os sábados já havia sido descartada pela categoria. “Os professores entenderam que não seria proveitoso, porque haveria muitos alunos faltosos. Além disso, seria muito cansativo tanto para os estudantes como para os profissionais. Mas, mais uma vez, a Prefeitura foi intransigente”, afirmou o sindicalista.
Nascimento disse que a resolução gerou uma onda de insatisfação e revolta entre os docentes. “Todos ficaram indignados, porque não foi uma coisa conversada e acertada. A Prefeitura quer impor sua vontade goela abaixo dos professores. Nós sabemos que é nossa obrigação repor e vamos cumprir, mas será que não pode ser de um jeito que seja melhor para o aluno e para o professor?”, questionou.
Para definir qual a posição da categoria a respeito, o Sindicato marcou uma audiência para o início da noite de hoje, às 19 horas, na Câmara Municipal. “Vamos, juntos, definir o que faremos. Se vamos simplesmente acatar o que determina a resolução, se vamos tentar novamente negociar ou se vamos para a Justiça”, disse Nascimento, destacando a importância de que todos os 700 professores que participaram da greve e terão de repor aulas compareçam. “Temos que estar unidos para termos força.” A secretária municipal de Educação, Fabiana Sampaio, foi procurada para comentar a resolução, mas não atendeu ao celular nem retornou as ligações. No seu gabinete, informaram que ela estava em reunião e não poderia atender à reportagem.

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