Depois de uma série de acidentes e de reclamações por parte de comerciantes da região, a Secretaria Municipal de Segurança e Cidadania fechou ontem, 9, em fase de testes, o cruzamento da rua Vitória com a avenida Adhemar de Barros, na zona Leste da cidade.
A mudança foi adotada pelo Departamento de Trânsito na manhã dessa terça-feira e deve ser mantida até sexta, 12. Um dos principais acessos da região à avenida Doutor Ismael Alonso y Alonso, a via havia se tornado desde o começo do ano uma manobra de risco, com colisões diárias.
“O motorista em Franca não cumpre as leis de trânsito, não para nas placas de pare, por isso resolvemos fazer esse teste”, explicou ontem, à rádio Difusora AM, o secretário Sérgio Buranelli.
Para fechar o cruzamento, a Prefeitura colocou pneus no mesmo sentido do canteiro central e sinalizou com fitas. Dessa forma, o motorista que segue na rua Vitória sentido avenida Ismael Alonso ou ainda que está na avenida Adhemar de Barros (sentido avenida Brasil) e quer ter acesso ao cruzamento, precisa agora se dirigir até a rotatória da avenida Brasil para retornar (veja mapa nesta página).
“Vamos analisar o comportamento do trânsito com o fechamento, principalmente, nos horários de pico. A ideia é ver a viabilidade, monitorar o que acontece”, disse o secretário.
Inicialmente, a alteração permanecerá até a próxima sexta-feira, com possibilidade de ser ampliada para a segunda-feira, 15. Nos primeiros dias, guardas civis permanecerão no local para orientar os motoristas e monitorar o movimento na avenida.
Para a balconista Juliana Cristina Pelizaro, que trabalha em uma lanchonete na esquina do cruzamento, o fechamento é uma alternativa louvável. “O dia foi bem mais tranquilo. Sem sustos. Não ficamos preocupados com o trânsito. Antes, a toda hora ficávamos tensos com a possibilidade de ocorrer um acidente.”
A opinião é compartilhada pelo vendedor Jorge Luís Silva. Segundo ele, a decisão provoca reclamações por parte dos motoristas, mas traz segurança. “Não agrada a todos, mas é uma solução que poupa vidas. Estava difícil atravessar aqui.”
De acordo com Buranelli, o fechamento não é definitivo e o futuro do cruzamento dependerá do que for observado nos quatro dias de mudança do trânsito.
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