Um porteiro de 28 anos, residente no Jardim Consolação, caiu no golpe do empréstimo e perdeu R$ 90 mil. Precisando de R$ 150 mil para adquirir uma casa, e acreditando que o dinheiro pudesse ser liberado por uma financiadora, ele acabou efetuando diversos depósitos bancários a falsos agenciadores. Até a sogra do porteiro, uma auxiliar de enfermagem, de 52 anos, se viu envolvida no golpe.
Segundo a polícia, o porteiro trabalhou com uma mulher de nome Patrícia, em um hotel, na zona sul de Franca. Sabedora de que ele queria comprar um imóvel, a mulher disse que ele poderia conseguir o empréstimo na Cred Brasil Sociedade de Crédito ao Microempreendedor Ltda, onde ela havia conseguido um financiamento, só que para tanto ele teria de informar a ela seus dados pessoais.
Duas semanas depois, um homem que disse chamar-se Clovis, ligou para a vítima dizendo que o empréstimo daria certo, pois Patrícia teria depositado R$ 7,5 mil no nome dele e que ele só precisava ficar atento e consultar periodicamente a agência bancária onde o dinheiro seria depositado.
Algum tempo depois, ao observar que nenhum dinheiro havia caído na sua conta, o porteiro ligou para Clovis E foi informado de que seu nome estava com restrição no Banco Central, motivo pelo qual teria de depositar R$ 5 mil no banco Itaú, no dia 29 de maio.
Em várias ocasiões o porteiro recebeu telefonemas de pessoas que se identificaram pelos nomes de Anderson e Aquiles, além do próprio Clóvis. Todos, com o mesmo tom, convenceram-no a efetuar outros depósitos, que somados chegam ao montante de R$ 90 mil. O dinheiro seria referente a taxas bancárias para a liberação do financiamento.
Num dos últimos contatos, o porteiro transferiu o empréstimo para a sua sogra, a quem os golpistas ainda pediram mais R$ 15 mil, correspondente a 10% do valor do financiamento. Só então, as vítimas se deram conta de que haviam caído no golpe.
Na Cred Brasil, as vítimas souberam pessoas estariam agindo em nome da empresa com o objetivo de darem golpes desta natureza. O porteiro ficou de apresentar à polícia comprovantes dos depósitos efetuados, constando nomes dos favorecidos, valores e agências.
O caso foi registrado no plantão policial de Franca.
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