Crise e proatividade


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Em um contexto econômico difícil e instável, uma das principais medidas adotadas pelas empresas é o corte de custos, inclusive por meio de demissões. Dados recentemente divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) comprovam que o desemprego chegou a 7,9%, maior taxa desde o primeiro trimestre de 2013. São quase 8 milhões de milhões de pessoas desempregadas.
 
Mesmo para quem está empregado, o momento pede atenção muito focada. Sobretudo, proatividade. O profissional não pode apenas esperar as coisas acontecerem. Em situações difíceis, a maioria tende a ficar paralisada, retraída, com medo. Resguardam-se, esperando que a crise passe ao largo, sem afetá-las. Infelizmente, a crise afeta quase todo mundo e é preciso se antecipar, mostrar empenho, disponibilidade, oferecer-se para fazer algo a mais. Agindo assim, será possível identificar e criar alternativas que possam melhorar o próprio desempenho e aumentar a produtividade da empresa, por exemplo. Não tenha vergonha de perguntar a seu chefe sobre o que pode fazer para contribuir. Pessoas assim resolvem desafios antes do problema ficar grave, e permanecem importantes. 
 
Se a empresa está em uma situação muito ruim a ponto de demitir a qualquer momento, a antecipação também é importante. Nesse sentido, além dar seu melhor, o funcionário precisa começar a procurar novas oportunidades, reforçar sua reserva financeira e não esperar o pior acontecer.
 
Para quem vive trocando de emprego ou pensa em abrir o próprio negócio, o momento atual pede cautela. Há boas oportunidades, mas os riscos são maiores. Por isso, planejar detalhadamente os próximos passos é relevantemente importante. Nunca é tarde para recordar que é fundamental não ficar parado, seja para garantir o que já se tem ou para aproveitar oportunidades que aparecem sempre em momentos difíceis.
 
Eduardo Ferraz
Consultor em gestão de pessoas

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