Mais de 20 dias depois de encerrada a maior greve dos servidores municipais de Franca, ainda não está definida como será feita a reposição das aulas perdidas durante os 47 dias de paralisação. Na semana passada, a Secretaria Municipal de Educação propôs que os professores trabalharem aos sábados no mesmo horário feito durante a semana. A proposta gerou muitas reclamações e acabou rejeitada pelo Sindicato dos Servidores.
Agora, depois de uma enquete feita pelas redes sociais, uma contraproposta dos educadores deve ser levada para análise do Executivo Municipal. O presidente do Sindicato dos Servidores, Luís Fernando Nascimento, disse que a entidade apresentou diversas alternativas aos professores para que eles escolhessem uma para ser apresentada para a Prefeitura. “A proposta com maior adesão foi a de estender o período de aula em uma hora por dia durante a semana e ainda usar um sábado por mês para reposição”, disse.
Os documentos detalhando o funcionamento do horário estendido devem ser entregues nesta segunda-feira à Secretaria de Recursos Humanos. “Nossa intenção é protocolar a proposta e agendar uma reunião com o prefeito e a secretária de Educação para acertar os detalhes. Mas não sei se conseguiremos. Desde o fim da greve, está complicado conversar com o pessoal da Prefeitura”, disse Nascimento.
Segundo dados do sindicato, cerca de 700 professores aderiram à greve e não deram aulas durante a paralisação. “Escolhemos a jornada estendida porque aí não corremos o risco de os alunos não poderem ir. Eles já estarão na escola e terão apenas que permanecer uma hora a mais. Também conversamos com alguns pais de alunos que gostaram muito da ideia”, afirmou o sindicalista.
Para ele, a reposição apenas aos sábados, como quer a Prefeitura, pode não funcionar. “Acreditamos que as faltas por parte dos alunos serão maiores, porque muitos já têm outros compromissos aos sábados, o que pode ser prejudicial ao aprendizado. Além disso, trabalhar de segunda a sábado para os professores será muito cansativo”, disse.
Nascimento disse que a Prefeitura não tem prazo para responder. “Mas quanto mais demorarmos para definir isso, pior será para os alunos.”
Na saúde
A reposição dos dias parados para os trabalhadores nas unidades de saúde do município também ainda não foi definida. Segundo Fernando Nascimento, o sindicato deve iniciar na próxima semana as discussões sobre as propostas a serem apresentadas à Prefeitura. “Na área da saúde, é um pouco mais complicado. As jornadas de trabalho variam muito. Então, temos que conversar para ver como poderemos repor sem prejudicar o servidor ou a população.”
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.