O tempo desliza
lento como um rio
caudaloso.
Uma moleza de feriado
toma conta do início de noite.
Espertas mesmo,
só as aleluias que bailam
entre a luz e as paredes.
Ah, as paredes!
Além delas,
respira um mundo
complexo que não entendo
e não penetro,
alienígena que sou.
Estranho à minha geração
olho a tudo, calado.
Vou protelando o choque
Cada vez mais inevitável.
Ronaldo Silva, vendedor, universitário
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