Partidos políticos


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A votação da reforma política está acontecendo em clima tenso, repleto de ‘pegadinhas’ e ‘jabutis’ (matérias estranhas) colocados à ultima hora. Parece que tudo é feito para confundir a população. Chegou a hora dos partido mostrarem suas utilidade e força. Em vez de mais de 600 deputados e senadores ficarem discutindo à sombra de milhares de interesses conflitantes, os partidos têm o dever cívico de definir e orientar suas bancadas de como votar em cada item da reforma e dos assuntos relevantes. 
 
Partidos não podem ser meros instrumentos para registro de candidaturas pelo simples fato da legislação eleitoral não permitir a existência de candidato sem partido. Tem de ser, pelo seu programa e ideologia, fonte inspiradora dos filiados e, pela sua força, o leme para atuação deles quando ocupam cargos eletivos. Para serem autênticos, devem ser o foro onde governante, senador, deputado ou vereador discutam os problemas da sociedade obtenham base do que vão desenvolver onde atuam. Deveriam, então, definir claramente suas posições sobre os grandes temas comunitários, orientar o comportamento de suas bancadas e esclarecer à sociedade as razões de suas opções. Deve divulgar claramente todos os motivos pelos quais aceita ou rejeitou tema. Só assim ganharão o respeito da população e terão representatividade e lastro moral para pedir votos.
 
A imprensa, que bons serviços presta à nação no esclarecimento de dúvidas e revelação de irregularidades, tem o direito de exigir transparência dos partidos políticos. Os dirigentes partidários, se bem intencionados, não podem perder oportunidades de mostrar ao eleitorado pelo jornal, rádio, tv e outros meios, o que fazem e como contribuem para um Brasil melhor. No dia em que isso se tornar rotineiro, estará consumada a grande reforma política que precisamos, porque será a reforma conceitual, muito mais eficiente do que aquela que se faz pela força das leis...
 
Dirceu Cardoso Gonçalves
Articulista

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