Um povo que preza e valoriza a honestidade no âmbito de suas relações privadas, provavelmente terá governantes honestos; e seguramente, terá mecanismos para punir e afastar corruptos que chegarem ao poder.
Por outro lado, um povo que admite tolerância à desonestidade e, não raramente, a enaltece, certamente será governado por pessoas corruptas. Estudos demonstram que a aceitação da desonestidade na cultura social provoca sua assimilação no espaço público.
Assim, não surpreende que grande parte dos atos corruptos — como oferecer propina a guardas de trânsito e fraudar licitações — comece justamente por atos de particulares.
Chegou a hora da população brasileira mostrar que repudia todo tipo de corrupção pública e privada, a exemplo de furar a fila do supermercado, dar um cafezinho ao fiscal, estacionar em vagas de idosos ou deficientes sem ser, votar em troca de promessa de favores ou desviar dinheiro público.
Para criar e consolidar uma cultura de intolerância à corrupção, o MPF (Ministério Público Federal) apresentou ao Congresso Nacional uma sugestão para que a lei obrigue o governo federal a investir, anualmente, pelo menos 15% da verba gasta com publicidade em ações de conscientização da população sobre os males da corrupção.
Nessa mesma medida, propõe-se o debate e o ensino da ética nas escolas e nas universidades, contribuindo-se com a formação de uma cultura contra a corrupção.
Recomenda-se também que os órgãos públicos sejam obrigados a oferecer constante treinamento a agentes públicos e a criarem códigos de conduta e regras de integridade.
Na última segunda-feira, dia 25, o MPF deu o primeiro passo nestas direções, lançando a campanha #CORRUPÇÃONÃO, contribuindo para que a população seja conscientizada do mal que a corrupção causa na vida de todos.
Para conhecer um pouco mais sobre este projeto, vá ao site http://corrupcaonao.mpf.mp.br/.
Wesley Miranda Alves
Procurador da República em Franca
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