Corrupção não!


| Tempo de leitura: 1 min
Um povo que preza e valoriza a honestidade no âmbito de suas relações privadas, provavelmente terá governantes honestos; e seguramente, terá mecanismos para punir e afastar corruptos que chegarem ao poder. 
 
Por outro lado, um povo que admite tolerância à desonestidade e, não raramente, a enaltece, certamente será governado por pessoas corruptas. Estudos demonstram que a aceitação da desonestidade na cultura social provoca sua assimilação no espaço público.
 
Assim, não surpreende que grande parte dos atos corruptos — como oferecer propina a guardas de trânsito e fraudar licitações — comece justamente por atos de particulares.
 
Chegou a hora da população brasileira mostrar que repudia todo tipo de corrupção pública e privada, a exemplo de furar a fila do supermercado, dar um cafezinho ao fiscal, estacionar em vagas de idosos ou deficientes sem ser, votar em troca de promessa de favores ou desviar dinheiro público. 
 
Para criar e consolidar uma cultura de intolerância à corrupção, o MPF (Ministério Público Federal) apresentou ao Congresso Nacional uma sugestão para que a lei obrigue o governo federal a investir, anualmente, pelo menos 15% da verba gasta com publicidade em ações de conscientização da população sobre os males da corrupção.
 
Nessa mesma medida, propõe-se o debate e o ensino da ética nas escolas e nas universidades, contribuindo-se com a formação de uma cultura contra a corrupção. 
 
Recomenda-se também que os órgãos públicos sejam obrigados a oferecer constante treinamento a agentes públicos e a criarem códigos de conduta e regras de integridade.
 
Na última segunda-feira, dia 25, o MPF deu o primeiro passo nestas direções, lançando a campanha #CORRUPÇÃONÃO, contribuindo para que a população seja conscientizada do mal que a corrupção causa na vida de todos. 
 
Para conhecer um pouco mais sobre este projeto, vá ao site http://corrupcaonao.mpf.mp.br/.
 
Wesley Miranda Alves
Procurador da República em Franca

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários