A história da jogadora Flaviana Marciana Olinto, a popular ‘Poty’, se relaciona diretamente com o surgimento do time de futebol feminino da cidade. Natural de Mossoró, Rio Grande do Norte, Poty deixou sua família para buscar um sonho: se tornar atleta de futebol. Depois de algumas tentativas, Flaviana conseguiu em Franca trilhar um caminho de paixão e dedicação ao esporte.
Com a camisa da Veterana, a meio-campista atuou por 12 anos e acumulou inúmeras conquistas, como o título do Paulista da Segunda Divisão de 2006, terceiro lugar do Estadual de 2009 e 2011, além de várias taças nos Jogos Regionais e Abertos. Em 2013, Poty decidiu deixar os gramados e atuar como auxiliar-técnica de Silvia Roncari.
Porém, a passagem como assistente durou pouco tempo. A comissão técnica do time feminino da Francana foi modificada. No lugar de Silvia e Poty, Daniel Peixe assumiu o comando técnico da equipe. E vem dando vexame no Estadual. Em entrevista concedida ontem, Poty dispara contra o diretor de esportes da FEAC (Fundação para o Esporte, Arte e Cultura), Matheus Caetano. “Até hoje não sei por que fomos retiradas do comando técnico do futebol feminino. Não existe uma justificativa, apenas foi falado que ele tem o poder de interferir onde ele bem quiser. É triste passar por essa situação e de fora acompanhar todo um trabalho sem perspectiva de crescimento”, afirma Poty.
Outra acusação da meio-campista diz respeito a imposição feita pelo próprio diretor de esportes às atletas do time. De acordo com Poty, a verba destinada para o futsal feminino foi cortada. Uma das medidas encontradas era a utilização das mesmas jogadoras para prática das duas modalidades. “Ele chegou a ameaçar o grupo dizendo que aquela atleta que não quisesse atuar no futsal teria a bolsa-atleta cortada do futebol de campo. A maioria não concordou com a imposição, mas teve que acatar para não perder o benefício”, relata.
Mesmo distante do comando, Poty diz que procura acompanhar o time e comparece aos jogos realizados no Lanchão. Ela não vê perspectiva positiva no trabalho atual desenvolvido na modalidade. “O futebol feminino quer crescer, mas em Franca falta uma melhor preparação, principalmente na formação dessas garotas. A condição de treinamento é muito aquém e o reflexo está no time de cima. É duro e ao mesmo tempo vergonhoso ver o time sofrer goleadas de oito (8x0 contra Audax/Osasco) e sete (7x1 contra o XV de Piracicaba)”, enfatiza.
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