Religiosa, Anália dedicou boa parte da vida a pedir pelo marido e os filhos à sua santa de devoção, Nossa Senhora Abadia
Morreu na madrugada de ontem, quinta-feira, 28 de maio, a senhora Anália Maria Pedrosa. Às 22 horas da quarta-feira, após rotineira e alegre caminhada feita pelos corredores do Franca Shopping junto ao marido e à filha Erli, ao voltar para casa foi acometida por infarto do miocárdio. Imediatamente transferida ao Hospital São Joaquim, foi reanimada, teve sua pressão controlada e internada na UTI. Na madrugada, o quadro clínico se agravou e ela morreu.
Era natural de Araxá (MG). Há 59 anos casou-se lá com o agropecuarista José Luiz Pedrosa Filho. Pessoa simples e caseira, participava de todas as atividades da pequena propriedade rural do casal, cuidando da criação de porcos, das aves, participando ativamente até da ordenha mas, sobretudo, absolutamente focada na criação dos filhos que começavam a chegar. No início da década de 60, a família que crescia viu boa possibilidade de transferir suas atividades de negócios para Rifaina (SP). Lá, adquiriu um pequeno sítio, o ‘Bom Jesus’, e iniciou produção de leite. Com a criação da represa de Furnas, a área do sítio foi alagada, a família indenizada e a transferência com recomeço de tudo aconteceu em terras que batizaram ‘Fazenda Alto Lageado’, ainda em Rifaina.
Os filhos cresciam e a mãe, preocupada em que tivessem a cultura necessária para enfrentar o mundo, os enviou a estudar em Franca. Na cidade maior eles se formaram — o filho Ézio se lembra da alegria genuína de sua mãe à formatura de cada um dos filhos, e do sorriso de satisfação de seu pai, sempre dizendo que os ‘meninos teriam a vida digna que imaginaram para eles’. Anália e José Luiz, filhos estabelecidos, vieram definitivamente para Franca em meados da década de 80, indo residir na Vila Nova.
A matriarca da grande família que se formou fez questão de incentivar a que todos sempre se encontrassem para celebrar as vitórias e se fortalecessem na ocasião de problemas — como disse Ézio — e não eram poucos. São seis filhos: Emília, casada com Ivan Polo; Ébio, casado com Denise; Ézio, casado com Moema; Elizabeth, casada com João Andrade; Erli, casada com Donizete Andrian; Ely, casado com Simone; quinze netos: Felipe, casado com Pâmela; Eduardo, Samir, Maria Laura, Fabrício, casado com Thaís; Tiago, casado com Tássia; Ana Paula, casada com Lucas Macedo; Marina, Maria Amália, Gustavo, Gabriele, Guilherme, Higor, Henrique, Bruna; e seis bisnetos: Enzo, Heitor, Manuela, Rafaela, Luís Gustavo, Luiza. A família comanda a rede Drogafarma.
‘Meus pais sempre estiveram muito próximos, preocupados com a família, vibrando com tudo o que conseguimos alcançar na vida praticando os bons exemplos de honestidade, trabalho, infinita paciência na resolução de problemas e, sobretudo, no amor’, disse Ézio. Nas caminhadas no interior do Franca Shopping podia-se ver o casal sempre de mãos dadas e, também saboreando um cafezinho antes de voltar para casa. ‘Foi assim até a morte os separou’, completou o filho.
Religiosa, Anália dedicou boa parte da vida a pedir pelo marido e os filhos à sua santa de devoção, Nossa Senhora Abadia. Frequentava a Catedral Sé de Nossa da Conceição e a Igreja de São Judas Tadeu. Ézio, emocionado, disse que se houvesse uma só palavra para definir sua mãe, ‘essa palavra seria ‘servir. Ela se chamava Anália Maria, mas foi Maria, mãe das mães, toda a vida. Ela era a própria dedicação à maternidade. Nossa saudade dela será infinita’.
O velório aconteceu no São Vicente de Paulo, e o sepultamento, sob cuidados da Funerária Tedesco, ocorreu no Cemitério da Saudade ontem, quinta-feira, 18 horas.
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